Aplicativos ajudam franceses a planejar seus deslocamentos

Luana Caires
22.09.2011

São 35 aplicativos para facilitar e incentivar deslocamentos mais verdes, foto: Divulgação

Para o Ministério do Desenvolvimento Sustentável francês, a tecnologia pode ser uma grande aliada na batalha por um transporte mais sustentável. O governo pretende mostrar que é possível mudar o comportamento com a ajuda da internet móvel, criando acesso a aplicativos com dicas valiosas sobre como diminuir as emissões de dióxido de carbono em seu caminho e planejar melhor a sua rota.

Essa iniciativa está afinada com o contexto da democratização do uso e do acesso à rede 3G, a chamada “smartphonização” do país. Segundo uma pesquisa realizada pela Association Française du Multimédia Mobile, 37,2% dos usuários de telefonia móvel da França possuem acesso à internet em seu aparelho e 31,4% deles têm um smartphone. A ideia é aproveitar a utilização crescente da rede móvel para facilitar e incentivar o uso de meios alternativos de transporte.

Encontrar um posto de aluguel de bicicletas na França agora ficou fácil

Por isso, foram criados 35 aplicativos que podem ser usados tanto para descobrir o posto mais próximo de aluguel de bicicletas quanto para organizar caronas ou calcular a forma mais prática de chegar ao seu destino usando vários tipos de transporte disponíveis em sua cidade. E se engana quem acha que só os parisienses poderão desfrutar desses serviços. Alguns deles podem ser usados em qualquer parte do país, e localidades como Lyon, Rennes, Nice, Reims, Bordeaux e outras já contam com informações específicas sobre suas rotas que podem ser acessadas tanto por turistas quanto pelos seus habitantes.

Com o Velodispo, por exemplo, o usuário pode utilizar sua geolocalização para encontrar o ponto de aluguel de bike mais próximo em 14 cidades francesas e outras 3 no exterior – Cardiff, Reading e Estocolmo. Depois de garantir a magrela, basta informar a sua rota que o programa lhe informa qual é a melhor estação para entregar a bicicleta no fim do trajeto e, para os esquecidinhos, o aplicativo também dá um lembrete indicando o momento em que o ciclista deve partir para conseguir devolver a bicicleta antes do seu aluguel vencer. E as vantagens desse aplicativo não param por aí. Quem não gosta de pedalar de baixo de chuva pode consultar as condições climáticas da região antes de fazer a locação.

Eco-citoyens: Para calcular o impacto do seu estilo de vida e receber dicas diárias

Já o Eco-citoyens calcula o impacto dos seus deslocamentos e ainda oferece sugestões e informações sobre como economizar energia, reduzir suas emissões de gases estufa e como consumir de maneira a diminuir sua marca no meio ambiente. A cada dia o usuário recebe uma dica de comportamento para tornar seu cotidiano mais verde e ainda pode se submeter a testes para saber como está o seu desempenho e aprender como melhorar seus hábitos. O programa também permite encontrar os postos de reciclagem mais próximos e acessar informações sobre a qualidade do ar nas principais cidades francesas.

O usuário pode ainda se submeter a testes para saber como está o seu desempenho

Aqueles que precisarem de um automóvel por uma, duas horas ou até mesmo por um fim de semana inteiro podem recorrer ao Buzzcar para efetuar aluguel de um veículo de um proprietário particular. O aplicativo põe o locatário em contato com o dono do carro e permite a realização da reserva. Os envolvidos em uma transação de compartilhamento são notificados instantaneamente. E os que precisam de uma carona não ficam de fora. São vários os programas que disponibilizam a rota dos seus cadastrados, facilitando o contato entre eles e a organização de uma carona.

Quem depende totalmente do transporte público também foi lembrado. O aplicativo da RATP (Reseau Autonome des Transports Parisiens), por exemplo, permite ao cidadão planejar sua rota combinando o metrô, os ônibus e os trens que circulam pela região metropolitana. O usuário pode ainda acompanhar em tempo real o horário de circulação, as informações sobre o tráfego e consultar o mapa da extensa malha metroviária da cidade.

Com o aplicativo da RATP, o usuário pode planejar melhor a sua rota

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Rio de Janeiro: PARK(ing) Day 2011, debate e festa

Adriana Sansão
18.09.2011

O Programa PARK(ing) Day foi criado pelo Rebar, um estúdio de Arte e Design norte americano, e teve a sua primeira edição em 2005 em São Francisco. O objetivo do programa é a ocupação de uma vaga de estacionamento para convertê-la em área de lazer, por algumas horas. Surgiu da necessidade de se pensar sobre a maneira como as ruas são usadas, e sobre a quantidade de área destinada a estacionamentos, que poderiam ser melhor aproveitadas pela população.

O uso da vaga na Praça Tiradentes começou às 14 horas, quando iniciamos a montagem da estrutura de bambu no local. Às 16 horas, com quase tudo pronto, começamos a montar o som e a fazer os demais arremates, transformando a vaga em um mini auditório-discoteca, com direito a luzes e globo espelhado.

O debate iniciou-se às 18h30, tendo como convidados o Secretário Municipal de Transportes Alexandre Sansão, o consultor do ITDP Roberto Adler, e o Subsecretário Municipal de Patrimônio, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design Washington Fajardo.

O formato do debate foi de uma entrevista, onde a organização fez perguntas aos convidados tendo como tema a relação Carros X Espaço público. Posteriormente, as perguntas foram abertas à plateia. Temas como a redução do uso dos automóveis particulares, transporte cicloviário e transformação de áreas de estacionamento em áreas de lazer deram o tom do debate.

Às 20h30 começou a festa dentro da vaga, com o DJ Quito e convidados, que tocaram os vinis do Wilson, melhor vendedor de discos do centro e que faz ponto diante do imóvel do Studio X – Rio, apoiador do evento. A festa se estendeu até meia noite, atraindo os pedestres que atravessavam a praça.

Além de abrir a reflexão sobre a quantidade excessiva de estacionamentos na cidade, a Intervenção temporária objetivou ativar o espaço urbano, imaginar novas paisagens e presentear a cidade com um evento que rompesse a linha contínua do cotidiano, fazendo do espaço público um lugar mais amável para a população.

 

Leia também: Deixe seu carro em casa! Programação nacional para o DMSC 2011

 

*Adriana Sansão é arquiteta e urbanista, professora da PUC-Rio. Ela foi uma das organizadoras do PARK(ing) Day 2011 no RJ. É autora dos blogs Notas Temporais e 100 países, dedicado aos relatos de viagens.



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10 usos domésticos para a cerveja

Luana Caires
25.08.2011

Ela não serve só para animar a festa, não!, foto: Juan Pablo de la Cruz G.

 

Provavelmente você não deve ouvir falar muito sobre os usos alternativos da cerveja. Mas acredite: ela pode ser mais útil do que você imagina. Além de animar churrascos por aí, ela também pode ajudar no controle insetos do seu jardim, dar mais brilho a móveis de madeira e ser usada como adubo de plantas. ((o)) eco reuniu algumas dicas para você fazer bom proveito daquele fundinho da latas que sobram em qualquer  festinha com os amigos.

 

Remoção de manchas

Em vez de apelar para produtos químicos, tente remover manchas de chá ou café com cerveja. Basta umedecer a parte atingida com um pouco dessa bebida fermentada e deixar agir por alguns minutos. Em seguida, passe um pano molhado com água fria sobre a mancha até que ela seja suavizada.  Depois, é só lavar normalmente com água e sabão.  Mas não se esqueça de testar a cerveja em uma pequena área do tecido antes de tentar remover a mancha. Alguns materiais são mais sensíveis, e o resultado pode não ser tão bom quanto o esperado.

Contra lesmas e caracóis

Se esses moluscos andam danificando o seu jardim, uma bela armadilha pode ajudar a controlar o número dessas criaturazinhas a zanzar pela suas plantas. Basta colocar cerveja em uma vasilha e deixá-la próxima à área a ser protegida durante a noite. O aroma da bebida atrai lesmas e caracóis, que acabam se afogando no líquido.

Para limpar joias de ouro

Ela também é ótima para dar brilho a joias ou a pequenos objetos de ouro. É só mergulhá-los em um prato fundo contendo um pouco da cerveja e deixar agir por 10 minutos. Depois, basta tirar as peças do líquido, enxaguar e usar um pano macio e seco para dar um polimento final.

Dê fim às moscas

Assim como as lesmas, as moscas também são atraídas pela cerveja. Para evitar que elas fiquem sobrevoando o seu lixo ou seu pote de compostagem, coloque uma lata com um pouco da bebida na sua cozinha e cubra a parte de cima da latinha com um plástico, deixando apenas um pequeno furo para as moscas entrarem. Uma vez dentro, elas não conseguirão mais sair.

As plantas também gostam

Você pode usar cerveja até como fertilizante na sua horta. Os açúcares presentes na bebida também são apreciados pelas plantinhas. Se for regar espécies mantidas em vasos no interior da casa, só tome cuidado para exagerar na quantidade. O ideal é colocar uma pequeno volume de cerveja sem gás na base da planta.

 Distraia abelhas e vespas

Quem costuma fazer piquenique sabe que esses insetos adoram aparecer sem serem convidados. Para evitar que eles se aproximem dos seus petiscos ou se afoguem na sua bebida, deixe alguns copos de cerveja nos arredores do local escolhido para o seu piquenique. As abelhas e vespas serão atraídas pela bebida e não chegarão a importunar a sua refeição ao ar livre.

Adeus ratos

Se você não tem um gato em casa, a cerveja também pode lhe ajudar a se livrar de pequenos ratos. É só colocar um pouco da bebida em uma vasilha alta e fazer uma espécie de rampa com um pedaço de madeira para que os camundongos consigam chegar até o topo da vasilha. Essa técnica é indicada para quem precisa se livrar de pequenos roedores, mas pretende controlá-los de uma forma menos violenta. Depois de capturados, você pode soltar os ratinhos bêbados em algum local distante de sua casa.

Acabe com a ferrugem

Sabe aquele parafuso de metal que há anos não é desrosqueado? Quando a remoção parecer impossível, a cerveja pode lhe ajudar a se livrar da ferrugem que dificulta a movimentação do tal parafuso. Envolva a área enferrujada com um pano umedecido com a bebida e espere cerca de 1 hora.

Armadilha para baratas

Basta colocar um pedaço de pão embebido em cerveja em uma jarra com vaselina espalhada em suas bordas. As baratinhas serão atraídas para dentro do recipiente, mas não conseguirão sair de lá.

Para recuperar o brilho de móveis de madeira

Se quiser, você pode até aposentar aquele lustra-móveis industrializado. A cerveja é ótima para recuperar o brilho e a cor de móveis de madeira. É só umedecer um paninho macio com um pouco da bebida sem gás, aplicar sobre a superfície a ser lustrada e … voilà!

 

Via: MNN 

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Aparelho taxa motoristas de acordo com uso do carro

Luana Caires
17.08.2011

Durante o teste, o preço por quilômetro rodado variava entre 2 e 28 centavos, foto: Chriszwolle

Imagine ter em seu automóvel um equipamento semelhante a um taxímetro que medisse não só a quilometragem como também o impacto ambiental de suas viagens. Pois o governo holandês instalou alguns aparelhos como esse em carros particulares para testar um novo sistema de taxação: em vez de cobrar impostos pela compra do veículo ou do combustível, os motoristas seriam taxados proporcionalmente ao uso que fazem deles.

Conectado à internet sem fio e ao sinal do GPS, o aparelho calcula o custo de cada trajeto utilizando uma fórmula baseada na distância percorrida, na emissão de gases estufa, nos desgaste das ruas e no dia e horário do deslocamento. Assim, quem rodar mais em horários de pico e em vias de tráfego intenso pagaria mais do que aqueles que usam o carro esporadicamente. No fim do mês, o motorista receberia um conta detalhando os horários e o custo de cada viagem.

O teste teve início há dois anos e o governo holandês planejava implementar o novo sistema no ano que vem, mas, depois que um novo partido assumiu o poder em 2010, a ideia acabou não saindo do papel. Os defensores da instalação de medidores em veículos particulares afirmam que a cobrança de impostos baseada no uso seria uma maneira mais justa de o governo arrecadar receita, já que o valor das taxas decorreria do uso propriamente dito, não apenas da posse de um automóvel.

Se o projeto fosse definitivamente implantado, os aparelhos de medição poderiam ser programados para que veículos com maior consumo de combustível pagassem tarifas mais altas, já que causam um impacto maior no meio ambiente. Esse poderia ser um incentivo para que a população investisse em transportes menos poluentes, como híbridos ou carros elétricos ou optassem pelo transporte público e até pelo uso de bicicletas, por exemplo. Estudos têm mostrado que os medidores oferecem aos motoristas um feedback negativo instantâneo capaz de influenciar seu comportamento, pois associa diretamente o deslocamento ao valor gasto pelo usuário do carro.

Outros governos, tanto na Europa quanto na Ásia e nos Estados Unidos,  já demonstraram interesse em cobrar impostos por quilômetro rodado para melhorar o tráfego de veículos nas grandes cidades, mas, como o sistema envolve o monitoramento dos motoristas, muitos eleitores e políticos se opõem ao projeto alegando preocupações com a privacidade dos cidadãos ou com a aceitação por parte da população de um novo imposto. Durante o teste holandês, o preço aplicado variava entre 2 e 28 centavos de euro por quilômetro. Segundo as estimativas do governo, a previsão era de que 60 ou 70% dos motoristas pagassem menos com os medidores do que com o sistema atual de taxação.

 

Via: New York Times

 

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Sapatos modulares: o coringa da moda consciente

Luana Caires
08.08.2011

O "tênis-chinelo" lançado em 2007, foto: Nat2

Comprar um calçado que vale por cinco é o sonho de qualquer pessoa que gosta de variar o visual e preza pela praticidade. Pois é justamente essa a ideia por trás dos sapatos modulares: você paga por um, mas tem vários modelos diferentes à sua disposição. Basta combinar saltos, tiras e variar canos curtos e altos para adequar o seu par a cada ocasião.

Depois de lançar em 2007 um tênis que pode ser transformado em chinelo apenas com o deslizar de um zíper, a empresa alemã Nat 2 criou um tênis 4 em 1, que chegou até a ganhar o prêmio Red Dot em 2010 na categoria de melhor produto. Encaixando diferentes comprimentos de cano é possível usá-lo como um tênis-sandália, um modelo de cano baixo, um de cano alto e outro de cano longo. E, se você possuir mais de um par dessas belezinhas,  ainda é possível aumentar o número de combinações misturando componentes de cores diferentes para criar o seu próprio design.

Já a designer israelense Daniela Bekerman criou um protótipo com potencial para fazer um estrondoso sucesso entre a mulherada. Ela adaptou saltos removíveis à sola de uma sapatilha, a Ze o Ze, para transformá-la em poucos segundos em um sapato boneca de salto alto ou em um modelo estilo Oxford. São cinco opções diferentes que podem ser usadas tanto para enfrentar mais um dia de trabalho quanto para curtir um sábado de festa com os amigos.

A Ze o ze, cinco modelos diferentes em um só calçado, foto: Daniela Bekerman

E, para aqueles que costumam praticar exercícios regularmente, Ben Chappell criou um tênis de corrida que pode durar uma vida inteira. Ao contrário dos modelos convencionais, que muitas vezes não podem ser reciclados por conta da cola utilizada na sua fabricação, todos os componentes desse tênis são unidos por uma espécie de fechadura mecânica, o que significa que cada uma de suas partes pode ser removida, recuperada e reciclada. Assim, quando uma sola ficar gasta pode ser facilmente substituída por outra sem que o calçado precise ser aposentado.

Think, o tênis de corrida reciclável, foto: Divulgação

O ponto negativo desses dois últimos produtos é o fato de não estarem disponíveis para a venda, mas quem sabe não poderemos encontrá-los nas prateleiras em breve?

 

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Consumo Colaborativo, solução para a ociosidade

Luana Caires
17.06.2011

É melhor compartilhar e trocar do que ter um armário entulhado de coisas sem uso, foto: Lara S.

Já pensou em trocar um livro que você não vai mais ler por um DVD daquele filme que você está louco para assistir? E aquela furadeira sem uso há meses que você ainda mantém na dispensa? Que tal alugá-la para um vizinho do seu prédio que está precisando de uma? Pois saiba que muita gente está dando um uso mais inteligente aos seus bens emprestando, compartilhando, alugando ou até fazendo trocas de itens dispensáveis por outros de maior utilidade. Tendência em alta nos Estados Unidos e na Europa, o consumo colaborativo se vale das possibilidades da internet para transformar pertences em serviços. O que importa aos seus adeptos não é a posse de um produto, mas o acesso à comodidade ou à experiência que ele oferece. Assim, você diminui o consumo sem deixar de atender às suas necessidades.

É possível encontrar de tudo. No Zilok, por exemplo, basta fazer um cadastro grátis, oferecer seus produtos disponíveis para o aluguel e o site faz a mediação entre o proprietário e o interessado, que então se organizam para a entrega do item. Depois do uso, o produto é devolvido e o pagamento é efetuado ao dono. Mas, para garantir o sucesso da transação, é preciso ficar atento à avaliação dos usuários, que recebem ou perdem pontos a cada negociação. Até automóveis podem entrar na jogada. Por meio do Whipcar, os ingleses podem compartilhar um veículo com os seus próprios vizinhos e quem se interessar por trocas, seja de livros, DVD’s, roupas ou eletroeletrônicos, pode anunciar no Swap.

Aqui no Brasil o movimento do consumo colaborativo ainda é tímido, mas já conta com alguns representantes. É o caso do Enjoei, um bazar online de roupas e acessórios. A ideia do site surgiu em meio a um surto da publicitária Ana Luiza Mc-Laren. Dona de um pequeno apartamento, um dia ela estressou com a falta de espaço e começou a atirar peças de que já tinha enjoado em um montinho que resolveu comercializar na internet, e incentivou outras pessoas a fazer o mesmo. Resultado: No seu site, Ana já postou mais de 590 itens, 80% deles vendidos com sucesso.

Já Fernanda Nudelman decidiu pôr fim às angústias dos amigos freelancers e pequenos empresários que sofriam com os altos aluguéis dos seus escritórios, mas não estavam dispostos a trabalhar em casa. Ela criou o Pto de Contato, uma empresa de coworking em que profissionais autônomos dividem o mesmo espaço de trabalho. O interessado paga pelo tempo que utiliza o escritório e pode optar por planos de 10 a 500 horas por mês, com preços que variam de R$100 a R$1500.

Outro serviço que promete ajudar na expansão do consumo colaborativo no Brasil é o DescolaAí, que além da troca, também possibilita o aluguel de bens. O site possui um sistema que localiza o usuário mais próximo geograficamente daquele que procura o produto e os coloca em contato para acertarem os valores e prazos do aluguel.

Gostou dessas ideias? Então colabore para fazer do consumo individual e desenfreado algo do passado.

 

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Surto de E. Coli na Alemanha e os riscos dos vegetais crus

Luana Caires
13.06.2011

Broto de feijão: o mocinho que virou bandido, foto: Charles Haynes

Quem acompanhou as notícias do surto causado por uma variante de alta letalidade da bactéria E. Coli, responsável pela morte de 35 pessoas, deve ter começado a olhar para a sua saladinha com certa desconfiança. Afinal, segundo as autoridades alemãs, inocentes brotos de feijão foram a fonte mais provável da contaminação – aqueles raminhos populares entre as pessoas que se preocupam com uma dieta saudável. No Brasil, a boa notícia é que não há indício da chegada da tal variante O104:H4 da bactéria, de acordo com as investigações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Porém, a crise levantou um questão mais abrangente: qual é o risco de contaminação quando ingerimos frutas, verduras e legumes crus?

Quando comemos salada confiamos na eficiência da vigilância sanitária sobre uma longa cadeia de fazendeiros, empacotadores, transportadores e mercados para garantir que nossos vegetais estão livres de germes. Cada garfada é um voto extraordinário de confiança nos sistemas de produção e distribuição de alimentos que trazem os verdinhos ao nosso prato. Entretanto, como milhares de alemães descobriram esse mês, uma porção azarada pode demonstrar que essa confiança é equivocada.

Se eles estiverem contaminados por algum microorganismo, é possível contrair uma Doença Transmitida por Alimentos (DTA). Os sintomas mais comuns desse tipo de enfermidade são falta de apetite, náuseas, vômitos, diarréia, dores abdominais e febre­ – dependendo do agente etiológico. Também podem ocorrer problemas em diferentes órgãos e sistemas, como no fígado (Hepatite A), terminações nervosas periféricas (Botulismo), má formação congênita (Toxoplasmose), dentre outros.

No Brasil, a maioria das DTAs são causadas pela Salmonella, Escherichia coli patogênica e Clostridium perfringens. Como essas bactérias são comuns nos intestinos de animais e humanos, a contaminação pode se dar pelo contato das fezes desses hospedeiros com a água ou diretamente com os alimentos, seja pela utilização de dejetos animais como adubo, por falta de higiene durante o armazenamento, transporte ou lavagem do produto, ou pelas condições do local produtor, que pode ter uma reserva de água contaminada em área próxima à produção e entrar em contato com os vegetais no caso de um período de chuvas fortes, por exemplo.

Como no início os alemães acharam que a culpa do surto era de pepinos orgânicos produzidos na Espanha, é importante dizer que a suscetibilidade à contaminação tanto das formas de cultivo orgânica quanto das convencionais é a mesma. “Os pesticidas utilizados na agricultura não matam essas bactérias, que se multiplicam sobretudo no período pós-colheita, por causa de condições inadequadas de higiene na lavagem dos legumes, depois consumidos crus”, afirma o engenheiro agrônomo e fiscal federal do Ministério da Agricultura, Marcelo Laurino, coordenador da CPOrg-SP (Câmara Setorial de Agricultura Orgânica de São Paulo). Laurino destaca que caso aconteça algum problema sanitário em vegetais orgânicos é possível rastreá-lo todo o caminho que fizeram, da semente até o consumidor. “A produção orgânica é obrigatoriamente rastreada, senão o produtor não consegue certificá-la como tal”, explica.

Dados epidemiológicos do Ministério da Saúde apontam que 45% das contaminações por doenças transmitidas por alimentos ocorrem dentro das casas dos brasileiros e estão associadas principalmente ao manuseio incorreto e à conservação inadequada de alimentos. Veja a seguir como se prevenir contra as DTAs:

  • Lave as mãos regularmente
  • Fique atento à procedência dos alimentos que consome e só beba líquidos pasteurizados ou filtrados
  • Evite alimentos crus. Um cozimento adequado, a uma temperatura acima de 70ºC, consegue matar quase todos os micróbios presentes nos alimentos. Para ter certeza do cozimento completo, principalmente em carnes bovinas e de frangos, deve ser verificada a mudança da cor e textura na parte interna do alimento.
  • É preciso lembrar que em condições ideais, uma única bactéria pode se multiplicar em 130 mil em apenas seis horas. Uma temperatura abaixo dos 5ºC ou acima dos 60ºC retarda essa multiplicação. Por isso, alimentos cozidos não podem ficar por mais de duas horas à temperatura ambiente, os alimentos perecíveis devem ser refrigerados e os cozidos permanecer quentes até o momento de serem servidos
  • Evite a contaminação cruzada! Separe carnes, peixes e ovos crus de outros alimentos, utilize utensílios diferentes, como facas ou tábuas de corte, para alimentos crus e para os cozidos e lave bem os as mãos depois de manipulá-los.

 

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15 dicas para um consumo mais sustentável

Luana Caires
09.06.2011

Avalie os seus hábitos de consumo antes de comprar sem necessidade, foto: Trevin Chow

Você já parou para pensar sobre os impactos ambientais que o seu padrão de consumo causa? As compras que fazemos – seja na feira, no supermercado ou no shopping center –, a maneira como produzimos nosso lixo, como usamos nossos eletrodomésticos, como consumimos água e energia ou até mesmo carne e produtos de madeira deixa marcas degradantes no meio ambiente. Atualmente, consumimos 20% a mais de recursos naturais do que o planeta é capaz de repor. Por isso, uma mudança de atitude é mais do que necessária e é bem mais simples do que você pode imaginar. Confira abaixo algumas dicas do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) para poupar o meio ambiente com pequenas alterações em nossos hábitos.

  1. Questione e avalie os seus hábitos de consumo antes de decidir pela compra de qualquer produto e procure consumir apenas o necessário.
  2. Informe-se sobre a origem e o destino de tudo que você consome. Optar por produtos feitos com métodos sustentáveis ajuda a cadeia produtiva a ser mais responsável e minimiza os impactos no meio ambiente.
  3. Antes de comprar um novo equipamento, verifique a etiqueta e escolha aquele que consome menos energia.
  4. Evite luzes ou equipamentos ligados quando não for necessário. Os aparelho em stand-by continuam consumindo energia.
  5. Cobre das empresas de eletroeletrônicos uma política de coleta, reciclagem e fabricação de produtos  com baixo consumo de energia.
  6. Reduza o tempo do banho. Você poupa água e ajuda a diminuir o consumo de energia. E não deixe de revisar suas torneiras! Uma torneira pingando a cada 5 segundos representa, em um dia, 20 litros de água desperdiçada.
  7. Solicite produtos orgânicos com certificação de origem de qualidade de gestão ambiental aos supermercados e fornecedores de materiais de limpeza.
  8. Substitua a lâmpadas incandescentes por lâmpadas econômicas. Elas geram a mesma luminosidade, duram mais e poupam 80% de energia.
  9. Ligue a máquina de lavar roupa apenas com a carga cheia. Você poupa água, energia, sabão e tempo.
  10. Utilize sacolas de pano ou caixas de papelão em vez de recorrer às sacolinhas plásticas.
  11. Ao comprar móveis, prefira madeira certificada. Assim você evita o desmatamento da Amazônia.
  12. Sempre que possível, reutilize produtos e embalagens.
Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar. E, mesmo que não seja feita a coleta seletiva em seu bairro, separe o lixo reutilizável do orgânico e encaminhe para a reciclagem. Reciclar é uma maneira de contribuir para a economia dos recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.
  13. Diminua o uso de produtos de higiene e limpeza. Assim você reduz o nível de poluentes presentes na água e no tratamento do esgoto.
  14. Incentive a carona solidária e organize caronas com familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho.
  15. Faça as contas: ir a pé, usar bicicleta, transporte coletivo ou táxi é mais barato e polui menos do que comprar um automóvel. Mas, se a compra de um carro for inevitável, consulte a Nota Verde do Proconve no site www.ibama.gov.br e a etiqueta de eficiência energética para escolher o modelo menos poluente. E não esqueça de manter em dia a manutenção do seu veículo. Faça inspeção veicular, não retire o catalisador, devolva a bateria e os pneus usados ao revendedor na hora da troca. Os pontos de venda são obrigados a aceitar e reciclar esses produtos.

 

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Dia do Meio Ambiente: confira o que vai rolar por aí

Luana Caires
04.06.2011

Pegue uma caneta e faça o seu roteiro. Atividade é o que não falta!; foto: Reprodução

Este domingo, 05/06, promete ser agitado: terá exposições, shows com grandes nomes da música nacional até oficinas de arte com sucata. Para você não fica fora dessa, ((o)) Eco preparou uma listinha com os destaques da programação de 6 grandes cidades brasileiras.

Belo Horizonte

Atividades culturais e  educacionais na capital mineira: No Parque das Mangabeiras, as crianças poderão aprender a reaproveitar materiais para criar jogos educativos e participar de atividades de recreação enquanto os adultos curtem  a exposição “Vida ao ar livre”, realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta). Os mais prendados poderão aprender a arte dos bordados e quem quiser curtir uma onda mais zen vai curtir a exposição de quadros da Organização Brahma Kumaris.

Já no parque Parque Municipal Américo Renné Giannetti, vão rolar oficinas de origami e de reutilização de sucatas, além de uma bela exposição de orquídeas e de fotos sobre a biodiversidade do parque.

Brasília

Quem gosta de música não vai perder as atrações musicais do Festival da Águas, na Concha Acústica (Lago Paranoá), com entrada franca. A partir das 10h os shows começam com Lado A, The Fingers, Hermes Prada e Som de Bob; a partir das 16h, no Palco Principal 1, é a vez de Zeca Baleiro, MV Bill, Pitty, CPM 22 e Banda H3 se apresentarem; e às 16h40 entram em cena os mineiros do Skank, seguidos das bandas NX Zero, Ponto de Equilíbrio e Planta e Raiz.

Também vale a pena curtir a 1ª exposição Oportunidades ambientais,  com 80 estandes. A mostra apresenta artesanatos de material reciclável, biojoias, ecoturismo, vermicompostagem, biscoitos artesanais, carro elétrico, bicicleta de bambu e muito mais.

E a galera do esporte terá a chance de se divertir com a maratona de canoagem, o Circuito Internacional de Jet Ski e apresentações de wakeboard, além das oficinas de skate, grafite e dança de rua.

Curitiba

Na capital paranaense, o domingo começa com o a exposição Safári dos Sentidos, no Museu Botânico de Curitiba. A exposição é direcionada aos deficientes visuais, que terão contato com animais taxidermizados do acervo do Museu de História Natural. Haverá placas em braile com nomes e curiosidades e sons dos animais.

No parque Barigui, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente vai expor uma embarcação carregada com entulho retirado de rios da capital. A intenção é mostrar o grave problema causado pelos resíduos sólidos lançados nos cursos fluviais. A exposição faz parte de um trabalho de mobilização social junto com o projeto Águas do Amanhã, do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom). Quem for ao parque neste domingo ainda poderá participar de oficinas de reciclagem de lixo, gincanas e ajudar na coleta do lixo reciclável produzido no próprio parque.

E na segunda-feira, (6/06), começa a tradicional Feira do Meio Ambiente, na Rua XV de Novembro, com exposição de práticas de sustentabilidade.

Porto Alegre

Neste domingo, às 15h, tem apresentação do teatro de bonecos “A Incrível Descoberta da Natureza”, na Praça Júlio Mesquita (Rua General Salustiano, embaixo do Aeromóvel). Em caso de chuva, a atração será transferida para a Usina do Gasômetro. No mesmo horário, em frente ao Monumento do Expedicionário, o Conselho de Usuários do Parque Farroupilha promove a palestra Xadrez Ecológico e Meio Ambiente. A entrada é gratuita e dispensa inscrições.

A 27a Semana do Meio Ambiente de Porto Alegre continua até o dia 12 junho com atividades como passeio ciclístico interparques, palestra com o ex-deputado federal Fernando Gabeira, oficina de cultivo básico de orquídeas e muito mais.

Rio de Janeiro

Na capital carioca, a CEDAE vai comemorar a Semana Mundial do Meio Ambiente convidando os moradores do Rio a plantar uma árvore. A partir deste domingo até o dia 11/06, folders impressos em papel reciclado contendo uma semente de ipê amarelo serão distribuídos nos pedágios da Ponte Rio-Niterói e Via Lagos, no projeto Rio Academia em Copacabana e para as crianças que visitarem a Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu.

Quem visitar o Pão de Açúcar amanhã também vai sair de lá com a sua sementinha e poderá conferir uma exposição de fotografias que retrata paisagens naturais em pequenos planetas. A mostra estará aberta a todos os visitantes e poderá ser vista no Morro da Urca até o dia 12 de junho. O ingresso para o bondinho já inclui a visitação.

Salvador

Prepare a sua magrela, pois amanhã tem bicicletada às 7h30, saindo do Farol da Barra, seguida de uma série de atividades no Jardim de Alah. A Semana do Meio Ambiente soteropolitana continua até o dia 10 de junho com painel sobre mudanças climáticas, mini-curso de introdução ao direito ambiental na UFBA e muito mais.

 

Leia também:

Neste fim de semana tem Virada Sustentável em São Paulo



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Idec promove oficina de Faxina Ecológica em São Paulo

Luana Caires
03.06.2011

A sua faxina pode ser sustentável; foto: Thiago Suruagy

Você sabia que os produtos de limpeza industrializados chegam a ser 300% mais caros do que aqueles preparados em casa? Além disso, muitos deles contêm substâncias químicas prejudiciais ao meio ambiente e ao homem, como o cloro e o fosfato – que, apesar de ter sido proibido em diversos países, por aqui, ainda é encontrado em detergentes sintéticos e produtos corporais.  Por isso, a melhor opção para quem pretende diminuir o impacto de sua limpeza, respeitar a sua saúde e ainda economizar um bocado no fim do mês continua sendo a utilização de produtos caseiros.

Para divulgar essa prática, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) realizará amanhã, 04/06,  uma oficina de faxina ecológica gratuita promovida em parceria com Vitae Civilis, Instituto Kairós Secretaria do Verde e Meio Ambiente e o Programa Ambientes Verdes e Saudáveis – PAVS (Núcleo Zona Oeste – Lapa/Pinheiros), da Secretaria de Saúde do Município de São Paulo. Lá, serão apresentadas receitas dos principais produtos de limpeza – detergente, desinfetante e limpador multiuso – utilizando como fontes de informações e sugestões o Almanaque para Práticas Sustentáveis, de Thomas Enlazador, e o livro Casa Limpa da Faxineira Ecológica, de Denis Beauchamp.

Se você mora na capital e ainda tem dúvidas sobre como preparar os seus próprios produtos caseiros ou tem uma boa receita que queira compartilhar com o pessoal, vale a pena comparecer.

Data: 04 de junho de 2011

Hora: 16h às 17h

Local: Espaço de Cultura do Consumo Responsável – Tendal da Lapa – Rua Guaicurus, 1100, São Paulo

 

Leia mais:

- Ecofaxina: como limpar seu banheiro sem produtos químicos

- Ecofaxina II: como limpar sua cozinha sem produtos químicos

- Ecofaxina III: tirando manchas sem usar produtos químicos

- Ecofaxina IV: Faça você mesmo produtos de limpeza ecológicos



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