Dia do Meio Ambiente: confira o que vai rolar por aí

Luana Caires
04.06.2011

Pegue uma caneta e faça o seu roteiro. Atividade é o que não falta!; foto: Reprodução

Este domingo, 05/06, promete ser agitado: terá exposições, shows com grandes nomes da música nacional até oficinas de arte com sucata. Para você não fica fora dessa, ((o)) Eco preparou uma listinha com os destaques da programação de 6 grandes cidades brasileiras.

Belo Horizonte

Atividades culturais e  educacionais na capital mineira: No Parque das Mangabeiras, as crianças poderão aprender a reaproveitar materiais para criar jogos educativos e participar de atividades de recreação enquanto os adultos curtem  a exposição “Vida ao ar livre”, realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta). Os mais prendados poderão aprender a arte dos bordados e quem quiser curtir uma onda mais zen vai curtir a exposição de quadros da Organização Brahma Kumaris.

Já no parque Parque Municipal Américo Renné Giannetti, vão rolar oficinas de origami e de reutilização de sucatas, além de uma bela exposição de orquídeas e de fotos sobre a biodiversidade do parque.

Brasília

Quem gosta de música não vai perder as atrações musicais do Festival da Águas, na Concha Acústica (Lago Paranoá), com entrada franca. A partir das 10h os shows começam com Lado A, The Fingers, Hermes Prada e Som de Bob; a partir das 16h, no Palco Principal 1, é a vez de Zeca Baleiro, MV Bill, Pitty, CPM 22 e Banda H3 se apresentarem; e às 16h40 entram em cena os mineiros do Skank, seguidos das bandas NX Zero, Ponto de Equilíbrio e Planta e Raiz.

Também vale a pena curtir a 1ª exposição Oportunidades ambientais,  com 80 estandes. A mostra apresenta artesanatos de material reciclável, biojoias, ecoturismo, vermicompostagem, biscoitos artesanais, carro elétrico, bicicleta de bambu e muito mais.

E a galera do esporte terá a chance de se divertir com a maratona de canoagem, o Circuito Internacional de Jet Ski e apresentações de wakeboard, além das oficinas de skate, grafite e dança de rua.

Curitiba

Na capital paranaense, o domingo começa com o a exposição Safári dos Sentidos, no Museu Botânico de Curitiba. A exposição é direcionada aos deficientes visuais, que terão contato com animais taxidermizados do acervo do Museu de História Natural. Haverá placas em braile com nomes e curiosidades e sons dos animais.

No parque Barigui, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente vai expor uma embarcação carregada com entulho retirado de rios da capital. A intenção é mostrar o grave problema causado pelos resíduos sólidos lançados nos cursos fluviais. A exposição faz parte de um trabalho de mobilização social junto com o projeto Águas do Amanhã, do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom). Quem for ao parque neste domingo ainda poderá participar de oficinas de reciclagem de lixo, gincanas e ajudar na coleta do lixo reciclável produzido no próprio parque.

E na segunda-feira, (6/06), começa a tradicional Feira do Meio Ambiente, na Rua XV de Novembro, com exposição de práticas de sustentabilidade.

Porto Alegre

Neste domingo, às 15h, tem apresentação do teatro de bonecos “A Incrível Descoberta da Natureza”, na Praça Júlio Mesquita (Rua General Salustiano, embaixo do Aeromóvel). Em caso de chuva, a atração será transferida para a Usina do Gasômetro. No mesmo horário, em frente ao Monumento do Expedicionário, o Conselho de Usuários do Parque Farroupilha promove a palestra Xadrez Ecológico e Meio Ambiente. A entrada é gratuita e dispensa inscrições.

A 27a Semana do Meio Ambiente de Porto Alegre continua até o dia 12 junho com atividades como passeio ciclístico interparques, palestra com o ex-deputado federal Fernando Gabeira, oficina de cultivo básico de orquídeas e muito mais.

Rio de Janeiro

Na capital carioca, a CEDAE vai comemorar a Semana Mundial do Meio Ambiente convidando os moradores do Rio a plantar uma árvore. A partir deste domingo até o dia 11/06, folders impressos em papel reciclado contendo uma semente de ipê amarelo serão distribuídos nos pedágios da Ponte Rio-Niterói e Via Lagos, no projeto Rio Academia em Copacabana e para as crianças que visitarem a Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu.

Quem visitar o Pão de Açúcar amanhã também vai sair de lá com a sua sementinha e poderá conferir uma exposição de fotografias que retrata paisagens naturais em pequenos planetas. A mostra estará aberta a todos os visitantes e poderá ser vista no Morro da Urca até o dia 12 de junho. O ingresso para o bondinho já inclui a visitação.

Salvador

Prepare a sua magrela, pois amanhã tem bicicletada às 7h30, saindo do Farol da Barra, seguida de uma série de atividades no Jardim de Alah. A Semana do Meio Ambiente soteropolitana continua até o dia 10 de junho com painel sobre mudanças climáticas, mini-curso de introdução ao direito ambiental na UFBA e muito mais.

 

Leia também:

Neste fim de semana tem Virada Sustentável em São Paulo



Tags: , , , , , , , ,




Fórmula 1 abraçará motores elétricos híbridos em 2013

Eduardo Pegurier
06.05.2011

Ferraris F1, salteados de 1949 a 2001 -- foto:IJsselstein

O ronco dos motores está em cheque e nem todo mundo está gostando disso. A partir de 2013, a F1 vai começar a usar motores híbridos, semelhantes em conceito ao de carros que já rodam há anos por aí, caso do pioneiro Toyota Prius. Na pista, os bólidos atingirão velocidades de mais de 300 km/hora impulsionados por um motor a combustão, mas a passagem pelos boxes será feita em total silêncio. Nessa parte, usarão exclusivamente um motor elétrico. Ainda assim, a categoria estará longe de produzir uma corrida com carros elétricos puros-sangues. Pelo menos, os novos motores híbridos apontam para esse caminho e embutem novidades poupadoras de energia.

Os atuais motores da F1 são de 8 cilindros, 2,4 litros e produzem cerca de 800 cavalos de potência. O segredo de tanta potência é que esse propulsores chegam a 19 mil rotações por minuto, contra 7 mil de um carro de rua. Aprovada pelo FIA, órgão que comanda a F1, a nova proposta é de um motor bem menor. Ele terá 4 cilindros e 1,6 litros e, entretanto, será mais poderoso. Hoje, os carros já usam sistemas de recuperação de energia cinética (da sigla KERS, em inglês). Esses sistemas acumulam energia nas freadas, que posteriormente pode ser usada para dar um impulso extra aos carros em momentos chave, como as ultrapassagens. Nos novos motores híbridos, o KERS deverá ser 4 vezes mais poderoso e permitir que os motores superem fácil os 800 cavalos de potência. “Em última instância, a Fórmula 1 se define pela tecnologia que adota e por estar em constante reinvenção de si mesma. Não importa se a mudança passa pelo chassi ou pelo motor. Essa é a essência do nosso esporte”, diz Adam Parr, dirigente do time Williams e defensor fervoroso do novo motor.

Parr talvez apoie a iniciativa porque sua escuderia não vence um campeonato desde 1997, há 14 temporadas. “As pessoas que não querem mudanças são aquelas que, por alguma razão, percebem que tem uma vantagem derivada da tecnologia em uso”, afirma e ao mesmo tempo passa recibo.

Contra a alteração está Bernie Ecclestone, o super cartola da F1. Ele teme pela falta do ronco dos motores – que comove os fãs — mesmo que seja só durante as passagens pelos boxes. Ao seu lado, está a Ferrari, sinônimo de F1, que também vende carros de rua com motores de 8 e até 12 cilindros. Mas a Scuderia Ferrari mudou ao longo dos anos, como mostra a foto acima, que enfileira modelos de corrida das temporadas de 1949 até 2001.

A F1 vai continuar a ser o playground de pilotos mimados e o campo de batalha dos cartolas gananciosos, mas se voltar a perseguir uma de suas características mais proclamadas, a de laboratório de novas tecnologias, pode colocar esses egos desmedidos a trabalharem por algo que mais tarde possa tornar os 600 milhões de carros que rodam pelo mundo — fora outros 200 milhões de caminhões leves – mais econômico e ajudá-los a se livra dos combustíveis fósseis. Por enquanto, tem que recuperar o tempo perdido. O Toyota Prius foi lançado no Japão em 1997, por coincidência, mesmo ano em que a Williams iniciou seu jejum.

 

dica: Engadget



Tags: ,




Grupo de artistas austríacos cria a “Orquestra dos Vegetais”

Luana Caires
29.04.2011

A cada concerto, eles vão à feira e constroem novos instrumentos com vegetais frescos, foto: Zoefotografie

Certamente em algum momento da sua infância você já deve ter ouvido sua mãe lhe pedir para não brincar com a comida. Pois os integrantes da The Vegetable Orchestra não poderiam ter dado menos atenção a esse conselho. Nas mãos deles, cenouras viram flautas e reco-recos, abóboras são transformadas em bongôs e berinjelas soam como sintetizadores. Essa orquestra nada usual já está na ativa há 13 anos e lançou no ano passado o seu terceiro álbum, batizado de Onionoise.

Tudo começou quando um grupo de 13 amigos vienenses – composto por pintores, designers e escritores – foram convidados para montar um espetáculo para um festival local. Como todos compartilhavam um interesse por música experimental, resolveram encarar o desafio de criar instrumentos a partir de materiais inusitados e com eles apresentar um número musical. No entanto, o que deveria ser apenas uma brincadeira entre amigos acabou se tornando algo sério. Mais de uma década depois, a The Vegetable Orchestra continua a se apresentar, a gravar álbuns e criar novos instrumentos.


Você pode até se perguntar se não seria um desperdício eles usarem alimentos para construir seus instrumentos enquanto pessoas morrem de fome em alguns lugares do mundo, mas para essa questão os integrantes têm a resposta na ponta da língua: Eles afirmam que não é o fato de algumas pessoas usarem os vegetais de uma forma diferente que vai fazer do mundo um lugar pior e, além disso, defendem que suas flautas e bongôs causam um impacto muito menor que os tradicionais, já que são biodegradáveis.

Mas fazer música com comida tem os seus pontos negativos. Sempre há o risco de um bongô se desfazer no meio da apresentação e do som de uma flauta mudar depois de pouco tempo de uso, por isso o grupo depende muito da improvisação. Antes de cada concerto, eles vão à feira e constroem novos instrumentos com vegetais frescos. Depois, as sobras dos alimentos são utilizadas para fazer uma sopa oferecida aos convidados no fim do espetáculo. Parte dos instrumentos também é doada ao público, o restante segue para o lixo orgânico.


 



Tags:




Água na OCA

Luana Caires
22.03.2011

"Conta-gotas", de Márcia Xavier; foto: Luana Santos

Hoje, 22 de março, é o Dia Mundial da Água, data para refletir sobre como consumimos o recurso do qual mais precisamos para viver e obter confortos modernos essenciais. Setenta por cento da face terrestre é coberta por água, mas por trás dessa abundância está uma verdade muitas vezes desconhecida: apenas 1% de todo esse enorme reservatório é próprio para o consumo humano. Do pequeno percentual que nos é disponível, a maior parte é destinada à agricultura e à indústria. Apenas 10% dele é utilizado pela população de forma direta e sua distribuição é bastante desigual. Segundo dados da ONU, existem 1 bilhão de pessoas no mundo que não dispõem de acesso a uma fonte de água e 3 bilhões que não têm acesso a água potável.

E o desperdício persiste. No Brasil, por exemplo, de cada 100 litros de água tratada, 40 litros em média são perdidos, seja por vazamentos, por roubo ou outros fatores, e em algumas cidades do país essas perdas chegam a 70%. Se forem mantidos os atuais níveis de consumo, estima-se que em 2050 dois quartos da humanidade viverão em regiões assoladas pela escassez de água. Para evitar esse futuro, é preciso repensar a relação que temos com o meio ambiente e com os nossos recursos naturais. É justamente a isso que nos convida a exposição Água na OCA, no parque Ibirapuera, em São Paulo.

Obra do inglês William Pye; foto: Luana Santos

Idealizada pelo Instituto Sangari em parceria com o Museu de História Natural de Nova York, a exposição é dividida em quatro eixos temáticos. No térreo, são exploradas as relações entre a água, a vida e o planeta, suas propriedades, problemas e potenciais. O visitante pode admirar uma faixa de aquários com mais de 60 espécies de peixes de sete ecossistemas diferentes e nas projeções audiovisuais conhece alguns seres que habitam nas profundezas do mar.

Ao tocar na tela, o visitante aprende o nome das espécies; foto: Luana Santos

Na seção Infiltração, é o peso político da cidadania que entra em cena. Uma das instalações simula uma casa durante uma tempestade e a ameaça da enchente, problema grave que se repete todos os anos. Já os painéis nos oferecem dicas para tornar nossos hábitos mais sustentáveis. Medidas simples como reduzir o tempo no banho de 15 para 5 minutos, fechando a ducha na hora de se ensaboar, consertar torneiras que estiverem pingando, ensaboar toda louça e só depois abrir a torneira para enxaguá-la, usar água corrente apenas para o enxague e não lavar a calçada e o quintal com a mangueira podem gerar uma economia estimada de 878 litros de água — o equivalente a quase 20 banhos.

A Calcul´água ajudando a evitar o desperdício; foto: Luana Santos

Quer saber outras formas simples para evitar o desperdício? Visite a mostra  e explore a máquina de Calcul’água. Além das instalações interativas – que são de longe as mais populares –, vale a pena conferir o eixo Desaguar, em que artistas visuais de várias partes do mundo expõem obras inspiradas na plasticidade da água.  E não deixe de se acomodar nos colchões de água do último andar para assistir ao curta de A Última Fronteira. Mas, mais importante do que simplesmente admirar exposição, é refletir sobre o seu papel neste cenário e fazer a sua parte para que a água não deixe de ser um recurso renovável para transformar-se em esgotável.

Visitantes se acomodam para a projeção; foto: Luana Santos

 

* SERVIÇO

DURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO: de 26 de novembro de 2010 a 8 de maio de 2011

LOCAL: Pavilhão Lucas Nogueira Garcez (Oca) Av. Pedro Álvares Cabral, S/No – Portão 3, Parque do Ibirapuera, Vila Mariana, São Paulo

HORÁRIOS: terças, quartas e sextas-feiras: das 9h às 18h (bilheteria até as 17h) Quintas-feiras: das 9h às 21h (bilheteria até as 20h) Sábados, domingos e feriados: das 10h às 20h (bilheteria até as 19h)

INGRESSOS: Inteira: R$ 20,00 Estudantes e professores com comprovantes: R$ 10,00 (meia-entrada) Menores de 7 e maiores de 60 anos com documento não pagam. No último domingo de cada mês, a entrada é gratuita para todos os visitantes.

 



Tags: ,




Super Lua: nesse sábado teremos a maior lua cheia em 18 anos

Eduardo Pegurier
19.03.2011

Imagem da lua feita na sexta, 18 de março de 2011, véspera da Super Lua, foto: Windsordi

A órbita da Lua não é simétrica. O ponto mais longínquo da sua trajetória é o apogeu, quando ela fica a cerca de 400 mil km distante da Terra. O ponto mais próximo é chamado de perigeu, quando a distância cai para 360 mil km. Então, se a lua cheia acontece no perigeu, ela é até 12% maior do que quando ocorre no apogeu.

Hoje, sábado, 19 de março de 2011, teremos uma lua cheia especial, pois ocorrerá a apenas uma hora do perigeu perfeito. Será a maior lua cheia desde 1993. A diferença em relação ao normal é pouca, 0,3%, mas é o suficiente para incrementar em 10 ou 15 cm a maré alta — sem causar qualquer risco anormal.

Então, quem tiver céu límpido não deixe de admirar nosso satélite essa noite. Ele que já vira a cabeça de tanta gente deve aparecer ainda mais monumental e brilhante.

Dicas para quem quiser fotografar (especialmente com SLRs):

  • o básico é usar tripé
  • escolher a maior teleobjetiva que tiver ou posicionar o zoom no limite máximo
  • usar um disparador remoto para acionar a câmera
  • se você estiver usando uma SLR que tenha o recurso de ‘trava do espelho’ (mirror lock), utilize também

Essas providências visam reduzir ao máximo a vibração da máquina no momento da foto. A exposição provavelmente será longa e qualquer pequena mudança de posição durante o disparo reduzirá a nitidez.

 

Atualização 21/03/2011: Veja galeria de fotos da Super Lua clicadas pelo Brasil e publicadas pelo site Globo Online

 



Tags:




Brasília e São Paulo fotografadas pela Nasa à noite

Eduardo Pegurier
06.02.2011

Todo mundo que já tentou sabe que tirar fotos noturnas não é fácil. Imagine, então, se você estiver dentro de uma nave que se move a 7 quilômetros por segundo. Pois é, essa é a situação de astronautas insones na Estação Internacional. Tentando passar o tempo, documentam a maior prova da pegada humana na terra, as cidades, principalmente, as metrópolis.

A solução para que pudessem usar grande tempos de abertura na câmera — evitando imagens tremidas –, foi criar uma câmera que se movesse junto com a imagem, mantendo-a, assim, fixa. O engenho começou a ser usado em 2003 e, de lá para cá, a tripulação tem feito fotos incríveis, que mostram onde a maior parte dos humanos se aglomera, sofre e se diverte, trabalha e constrói seus abrigos.

A primeira foto é de Brasília, feita agora em janeiro. Em apenas 50 anos de existência, a renda per capita da capital é a segunda do país e a população chegou a 2,6 milhões de habitantes. A imagem seguinte mostra, do lado esquerdo, a Grande São Paulo, e à direita a escuridão da Serra do Mar até chegar a Santos, um pequeno clarão na beira do Atlântico.

Brasília, foto: Nasa, feita em 08 de janeiro de 2011

 

A área de metropolitana de São Paulo tem 19,7 milhões de habitantes. É bem próxima em tamanho de populaçao de Mumbai (Índia), Nova York (EUA), Cidade do México e Jakarta (Indonésia). Dependendo de ajustes finos, São Paulo fica entre a 4a e 7a maior metrópole do mundo. A tendência, de forma alguma negativa, é cair nesse ranking, pois as áreas urbanas que mais crescem no mundo estão na Ásia e África.

São Paulo à esquerda com Santos à Direita, foto: Nasa, feita em abril de 2003

 

Clique em ‘Leia mais’ para ver também fotos noturnas da nossa vizinha Bueno Aires, 13,2 mi de habitantes;  Tóquio, maior área metropolitana do mundo, com 32,5 milhões; e Chicago, com 9,6 milhões.

(mais…)



Tags:




Bioluminoscência: um banho azul de Noctiluca scintillans

Eduardo Pegurier
29.01.2011

Um banho, que parece cósmico, na Terra, foto: Phil Hart

Um cadeia de eventos excepcionais, que começaram com incêndios naturais na seca do outono de 2006, causaram a explosão de um microorganismo capaz de produzir sua própria luminosidade tal qual um vagalume.  No inverno que se seguiu, vieram chuvas torrenciais que inundaram a região e lavaram o solo, saturado de nitrogênio e outros nutrientes decorrentes do fogo. Eles foram parar dentro dos lagos Gippsland.

O verão chegou e encontrou os lagos com maior salinidade e com as águas mais ricas do que o normal. Quando começaram a se aquecer tomaram uma cor verde, indício da proliferação da alga Synechococcus. Por sua vez, esta virou comida da Noctiluca scintillans, capaz dessa bioluminoscência de um tom azul neon.

Normalmente, sua concentração não é suficiente para gerar o impacto mostrado nas fotos. Mas a sequência de acontecimentos que transformou o verão da Noctiluca em um grande banquete permitiu que ela se multiplicasse muito além do seu normal. O pico do fenômeno foi entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009. Quando a comida acabou, a Noctiluca também se foi. Enquanto durou, Phil Hart, fotógrafo e canoísta, se fartou de tirar fotos e nadar com os amigos nas águas tingidas de azul.

 

O céu compete com a Noctiluca scintillans, foto: Phil Hart

 

Abaixo o início de sua narrativa, empolgante do começo ao fim.

Essa história começa com incêndios nas montanhas do estado de Victoria, Austrália, que começaram em 01 de dezembro de 2006. Mais de 70 arderam provocados por tempestades de trovões e raios que se moveram através da região. Foi um início precoce da temporada de incêndios após um outono especialmente sem chuvas precedido por vários anos de seca. Os focos de fogo se localizavam em florestas montanhosas remotas e de difícil acesso que, misturadas com madeira dura e seca como ossos,  tornava-os duríssimos de controlar. Os incêndios duraram 69 dias e foram se fundindo até formar o “Great Divide Complex” (algo como Grande Complexo Divisório) e cobrir uma área que superou fácil um milhão de hectares. (continua)

 

A estrada luminosa se mistura ao horizonte, foto: Phil Hart

 

Não perca as muitas outras fotos no site do autor.

 



Tags:




Pálido ponto azul, nossa casa no espaço

Eduardo Pegurier
09.01.2011

Imagem da Terra, feita pela nave Voyager 1, a distância de 6 bilhões de km

A imagem acima foi tirada pela nave Voyager 1, em 1990, a pedido do astrônomo e escritor Carl Sagan, colaborador antigo do programa espacial americano. Ele pediu à NASA que comandasse a nave a se virar e produzir fotos do sistema solar, no momento em que esta partia para a etapa interestelar de sua viagem sem volta. Uma delas é a foto acima, que ficou conhecida como Pálido ponto azul (Pale blue dot) e foi considerada, em 2001, uma das 10 melhores já feitas do espaço.  Sagan usou o nome como título para um de seus livros. Além disso, narrou em filme a passagem em que a descreve, produzindo um resultado de arrebatante lirismo.

Saturno e suas luas Mimas e Tethys -- clique para ver outras fotos da Voyager 1

A Voyager 1 foi lançada em 1977. Completou sua missão principal de investigar Júpiter, Saturno e sua luas em 1990. Hoje, após 33 anos, ainda está em operação, investigando o espaço interestelar na fronteira do sistema em que vivemos.

Diz Sagan,

Vista desta distância, a Terra não parece ter nenhum interesse especial. Mas para nós é diferente. Considere novamente esse ponto. Trata-se daqui, o nosso lar. Nele, todos a quem você ama, todos aqueles a quem você conhece, todos de quem já ouviu falar, todos os seres humanos que já existiram, viveram suas vidas.

(…) Cada herói e cada covarde, cada criador e destruidor de civilizações, inventor e explorador, cada professor de moral, cada político corrupto, cada celebridade, cada “líder supremo”, todos os santos e pecadores da nossa espécie viveram aqui, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol…

Veja, a seguir, o vídeo, com o texto completo legendado em português. E, aproveitando, bom 2011.
 


 



Tags:




Solstício de verão 2010

Eduardo Pegurier
25.12.2010

Na tarde da última terça-feira, Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 2010, o dia foi perfeito. Céu e mar se apresentaram impecáveis para valorizar o solstício de verão e seu personagem central: o Sol. Quem pode prestigiar o espetáculo foi à praia ver a lenta viagem das luzes sobre a água até o final do dia mais longo do ano, que também marca a troca de guardas entre primavera e verão.

Esse presentão da natureza a gente aproveita para transmitir para você no dia de Natal. A produção, para ((o))eco, é da IZP e a trilha sonora da banda Forfun. Sente só.
 


 



Tags:




Há verde no morro do Alemão

Eduardo Pegurier
05.12.2010

Complexo do Alemão, 28 de novembro: dia de guerra - foto: AP/Felipe Dana

As fotos publicadas no The Big Picture, site de ensaios fotográficos do Boston Globe, contam a história visual da guerra que ocorreu faz uma semana. As imagens são fortes e narram magnificamente o episódio. Mostram bandidos e policiais armados até os dentes, corpos de quem “perdeu” naqueles dias e a população apavorada, tentando escapar do fogo cruzado. Felizmente, dessa vez, os policiais e as forças armadas agiram com estratégia e comedimento. E ganharam — esperemos — aquele enclave estrangeiro de volta para a cidade.

Pobreza e violência encurtam o horizonte das pessoas, no limite, à mera sobrevivência. É difícil pensar no futuro, até mesmo no próprio, em meio a tais premências. Mas despontando entre as casas sem reboco, as árvores da foto acima estavam lá, apesar de todos os problemas. Sugerem que as sementes de dias melhores já haviam sido plantadas, esperando apenas oportunidades.



Tags: ,




Anterior