Hertz lança aluguel de bicicletas elétricas em Londres

Luana Caires
14.09.2011

A diária de cada magrela motorizada sai por 20 pounds, foto: Ultramotor

Quem visitar a capital inglesa agora terá uma opção mais sustentável para se locomover pela cidade. A Hertz, conhecida pelo aluguel de automóveis, começou a oferecer também bicicletas elétricas para os seus clientes. A empresa já conta com 12 e-bikes da Ultra-motor disponíveis tanto para turistas quanto para residentes. A iniciativa deve agradar ao prefeito Boris Johnson, que, além de ser ciclista de carteirinha, pretende transformar Londres na capital europeia de veículos elétricos.

Impulsionada pela popularidade crescente das bicicletas elétricas e pelo aumento do número de ciclistas, a Hertz percebeu o potencial de oferecer aos cidadãos um meio de transporte mais verde que, ao mesmo tempo, facilitasse o seu deslocamento pelas inúmeras ruas de mão única da cidade. A diária de cada magrela motorizada sai por 20 pounds (mais ou menos 54 reais) e inclui um breve treinamento, uma trava e uma cópia do AA Leisure Guide de Londres – uma espécie de guia de lazer – e, quem quiser, pode optar por um capacete de proteção.

A Husqvarna Concept E-go da BMW, foto: Divulgação

Mas não é só a Hertz que anda apostando no transporte elétrico. A BMW anunciou o lançamento de uma motocicleta elétrica, a Husqvarna Concept E-go. A máquina pesa só 80 Kg – existem modelos elétricos que têm 135 Kg – e sua bateria é responsável por um terço do seu peso.

E a tecnologia elétrica já deixou de ser exclusividade de aviões, motos, bicicletas e automóveis. Em agosto, um protótipo de helicóptero totalmente elétrico levantou seu primeiro voo, roubando o recorde de tempo no ar do modelo X2, produzido pela gigante da aviação, Sikorsky,  e já aposentado. Mesmo assim, o helicóptero voou por apenas 2 minutos e 10 segundos. A autonomia é tão curta porque a hélice e os mecanismos estabilizadores de um helicóptero são vorazes consumidores de energia.

Em seu primeiro voo, o protótipo já bateu um recorde, foto: Gizmag

 

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Via: Inhabitat



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Feira londrina mostra crescimento da construção sustentável

Gustavo Faleiros
21.03.2011

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A Ecobuild é a maior feira de construção sustentável realizada em Londres todos anos . Em sua terceira edição, ocorrida entre os dias 01 e 03 de março, ela atingiu o seu recorde em quantidade de empresas participantes: 1300 expositores. Cerca de 50 mil pessoas passaram no centro de convenções localizado nas docas da capital britânica. Construir ou reformar uma casa de acordo com os preceitos da arquitetura verde tornou-se o sonho de consumo de muita gente. Segundo os organizadores, neste ano, a novidade foi a criação de novas seções voltadas à decoração e ao interior de ambientes. Ou seja, a construção sustentável, inicialmente mais ligada à estrutura dos prédios, está sendo absorvida também pela indústria do design.

A reportagem do ((o))ecocidades teve a oportunidade de visitar a Ecobuild e registrou alguns dos produtos mais interessantes.

 

Painel fotovoltaico da Invetux, foto: Gustavo Faleiros

Painel Fotovoltaíco Invetux — Companhia alemã promete o máximo de produtividade na geração de energia com seus paineis feitos com uma fina camada de células fotovoltaícas. De acordo com as informações disponibilizadas, a placa pode ser utilizada em qualquer orientação e consegue captar energia de um amplo espectro de luz.

 

Equipamento de controle e medição de energia solar Hyundai, foto: Gustavo Faleiros

Controlador e medidor de energia solar Hyundai — Empresa coreana, cuja origem é a mesma da fabricante de carros, está envolvida com alguns dos maiores projetos de geração fotovoltaíca do planeta. Mas também produz módulos unitários que podem ser utilizados em uma residência com necessidade média de 3KW.

 

Painéis solares ultra finos da SkyShades, foto: Gustavo Faleiros

Filme com células fotovoltaícas SkyShades – Essa fina cobertura de celulas fotovoltaicas foi desenhada para ser agregada em lonas e coberturas de peso leve, que normalmente não aguentariam painéis solares convencionais. Segundo o diretor de Marketing, Mark Quigley, a empresa está olhando para oportunidades em estádios de futebol, granjas e barracões.

 

Led com luz mais quente da PhotonStar, foto: Gustavo Faleiros

PhotonStar LED — Empresa britânica está de olho no mercado de decoração e design de interiores. Na foto um modelo de LED, lâmpada mais eficiente que as tradicionais, com variação na gama de cores da luz. O fundador Neil Fuller promete o fim da luz branca e fria das LEDs.

 

Vedete do show, a turbina eólica de Philip Stark, foto: Gustavo Faleiros

TURBINA REVOLUTIONAIR — Este modelo de turbina é um dos produtos-vedete do mercado de energia renováveis. Foi desenhado por Philip Starck, um dos designs mais conceituados da atualidade. Sua principal diferença é que ela pode ser usada em projetos de pequena escala, como casas e escolas . É bem mais leve que as turbinas convencionais e pode ser instalada no teto de pequenos edíficios. Ela é produzida pela empresa PRAMAC, de origem italiana.

 

Coletor de água congelada nas calhas de inverno, foto: Gustavo Faleiros

ISOVER CONFORT HOUSE –Uma das atrações mais disputadas da Ecobuilt foram as chamadas passive houses, ou casas passivas na tradução literal. Elas são moradias projetadas para diminuir o gasto com energia simplesmente sendo mais quentes no inverno e mais frescas no verão. Na foto, um coletor de água congelada nas calhas de inverno

 

Isolamento térmico em um modelo de passive house, foto: Gustavo Faleiros

Na Ecobuild, era possível visitar uma casa sustentável do tipo passiva. No detalhe se vê o solamento térmico entre a parede estrutural e a fachada.

 



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Novos “highways” para bicicletas fazem sucesso em Londres

Luana Caires
03.02.2011

 

Com o lançamento das pistas rápidas exclusivas para bicicletas – conhecidas como Barclays Cycle Superhighways -  mais pessoas estão optando pelos pedais na capital inglesa. Um relatório publicado pela Transport for London (TfL) apontou que o uso de bicicletas aumentou 70% no mês de outubro em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo que em algumas regiões da cidade o aumento foi de 100%.

Inauguradas em julho de 2010, as duas primeiras ciclovias tem 1,5 metro de largura e ocupam as pistas dos dois sentidos. Até o momento, já foram implantados 40 km de faixas com 94 pontos de parada preferenciais, 46 cruzamentos sinalizados, 39 espelhos de segurança, além de 2.372 vagas de estacionamento para as magrelas, a um custo de 23 milhões de libras. Outras 10 vias rápidas exclusivas devem entrar em funcionamento até o final de 2015.

Incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte é um das prioridades do prefeito Boris Jonson. Além da implantação das ciclovias, foi lançado um sistema de aluguel de bicicletas públicas que conta com mais de 330 estações espalhadas por diversos pontos da cidade.  Com essas medidas, Boris e a TfL pretendem aumentar o uso das magrelas em 400%  até 2025 – em comparação com dados  do ano 2000, em que foram feitas cerca de 250 mil viagens de bicicleta na cidade. Hoje, estima-se que sejam feitas 550 mil, de acordo com a London Cycling Campaign (LCC).

E já tem gente se sentindo mais à vontade para pedalar pela cidade com a criação das pistas rápidas. Uma enquete feita com os moradores das regiões onde as ciclovias foram construídas revelou um aumento de 34% de novos ciclistas apenas um mês após a inauguração das faixas. Além disso, de cada dez ciclistas, mais de quatro disse ter aumentado o número de viagens de bike, três compraram equipamentos de ciclismo e 60% dos ciclistas se sentem mais seguros para transitar de bicicleta pela capital inglesa.

 

 

Mas, apesar dos dados positivos apresentados pelo relatório da TfL, as Superhighways têm sido bastante criticadas por parte da população. Além da largura, considerada estreita pelos ciclistas, muitos reclamam que automóveis ainda invadem as faixas exclusivas em vias mais estreitas e de maior trânsito. Outro problema é o fato de que muitos pontos de parada de ônibus se encontram sob as faixas exclusivas. Quando o coletivo para, ele ocupa toda a largura da faixa preferencial, obrigando o ciclista a parar ou desviar pela calçada. Apesar de ainda apresentar alguns problemas, as pistas rápidas não deixam de ser uma ótima iniciativa. É preciso lembrar que mesmo a Holanda, país com uma ótima infraestrutura para o uso de bicicletas, precisou de algumas décadas para aperfeiçoar a sua rede de ciclovias.

 

Veja também : As maravilhosas bicicletas de carga de Copenhague

A bicicleta mais dobrável que você já viu. Talvez…

 



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Chuchu elétrico: táxi-conceito da Volkswagen para Londres

Eduardo Pegurier
17.12.2010

Tem mesmo que ser preto? Mas é sexy e sustentável - foto: divulgação

A Volkswagen apresentou  um protótipo elétrico para funcionar como táxi em Londres. Ainda é um conceito e não se adequa às regras dos táxis da cidade que, hoje, circulam. Que pena, porque o modelo é lindo. Compacto, confortável por dentro e super informatizado, promete autonomia de 300 km e recarga de 80% da bateria em apenas 1 hora. A velocidade máxima é de 120 km/hora, mais do que o suficiente. Entre os confortos, o motorista tem um tablet à la ipad que dá a previsão do tempo, indica atrações e mostra a tarifa. Atrás, há um segundo tablet exclusivo para os passageiros, que mostra dicas do entorno e o mapa/caminho do destino — uma ótima arma contra motoristas espertinhos, embora em teoria não seja o caso dos de Londres.

Só falta colocar na rua. Em todos os sites especializados, depois de ver essa gracinha sustentável, a grita é geral:

- Larga o tradicionalismo Londres e põe o bichinho na rua.

Táxis são em essência carros compartilhados. De acordo com Bill Dunster, arquiteto e urbanista, especializado em projetos de baixo impacto ambiental “um carro compartilhado tira outros 35 da rua”. E você poderá pegar um táxi da cor que quiser em Londres, parafraseando Henry Ford, desde que seja preto.

Um tablet para o motorista e outro para o passageiro. Bancos individuais - foto: divulgação

Via Autoblog



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Londres prepara rede de 1.300 pontos para recarregar carros elétricos

Luana Caires
17.11.2010

Carro elétrico da Source London, rede de pontos de recarga, foto: divulgação

.Com o objetivo de incentivar o uso de veículos menos poluentes, a prefeitura da cidade pretende expandir sua rede de recarga para carros elétricos, que deve contar com 1300 pontos até o fim de 2013.  Além disso, os usuários desse tipo de automóvel não serão cobrados pelo congestion charge, taxa paga por motoristas que circulam em trechos de muito trânsito, o que deve gerar uma economia de mais de £2000 (equivalente a pouco mais R$5500) por ano para quem optar por esse meio de transporte.

Hoje, a cidade conta com 250 postos de abastecimento elétrico e possui quase 17 mil veículos elétricos registrados – dos quais 2100 são do tipo plug-in. Quando a implantação dos novos postos for concluída, será mais fácil cruzar com um ponto de abastecimento elétrico do que com os tradicionais postos de gasolina. O novo sistema também deverá ser mais prático para o usuário, que por uma taxa anual de £100 (R$277) poderá registrar o seu automóvel e terá o direito de utilizar qualquer estabelecimento de recarga da rede, sem custos adicionais.

Com essas medidas, a expectativa é de que um número maior de pessoas opte por esse meio de transporte. O prefeito Boris Johnson pretende transformar Londres na capital do carro elétrico e espera substituir 100 mil automóveis movidos a gasolina ou biodiesel pelos elétricos, evitando a emissão de cerca de 100 toneladas de óxidos de nitrogênio e 3,8 toneladas de material particulado, dois poluentes com efeitos nocivos para a saúde.

De olho na possível demanda, a maioria dos grandes fabricantes de automóveis pretende lançar um novo modelo elétrico nos próximos 12 meses. Um relatório publicado recentemente pelo HSBC estima que o mercado mundial de carros elétricos poderá valer £440 bilhões até 2020. Investimentos nesse ramo poderiam render milhões de pounds para a indústria manufatureira do Reino Unido, criar novos empregos na região e “esverdear” a economia britânica.

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