15 dicas para um consumo mais sustentável

Luana Caires
09.06.2011

Avalie os seus hábitos de consumo antes de comprar sem necessidade, foto: Trevin Chow

Você já parou para pensar sobre os impactos ambientais que o seu padrão de consumo causa? As compras que fazemos – seja na feira, no supermercado ou no shopping center –, a maneira como produzimos nosso lixo, como usamos nossos eletrodomésticos, como consumimos água e energia ou até mesmo carne e produtos de madeira deixa marcas degradantes no meio ambiente. Atualmente, consumimos 20% a mais de recursos naturais do que o planeta é capaz de repor. Por isso, uma mudança de atitude é mais do que necessária e é bem mais simples do que você pode imaginar. Confira abaixo algumas dicas do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) para poupar o meio ambiente com pequenas alterações em nossos hábitos.

  1. Questione e avalie os seus hábitos de consumo antes de decidir pela compra de qualquer produto e procure consumir apenas o necessário.
  2. Informe-se sobre a origem e o destino de tudo que você consome. Optar por produtos feitos com métodos sustentáveis ajuda a cadeia produtiva a ser mais responsável e minimiza os impactos no meio ambiente.
  3. Antes de comprar um novo equipamento, verifique a etiqueta e escolha aquele que consome menos energia.
  4. Evite luzes ou equipamentos ligados quando não for necessário. Os aparelho em stand-by continuam consumindo energia.
  5. Cobre das empresas de eletroeletrônicos uma política de coleta, reciclagem e fabricação de produtos  com baixo consumo de energia.
  6. Reduza o tempo do banho. Você poupa água e ajuda a diminuir o consumo de energia. E não deixe de revisar suas torneiras! Uma torneira pingando a cada 5 segundos representa, em um dia, 20 litros de água desperdiçada.
  7. Solicite produtos orgânicos com certificação de origem de qualidade de gestão ambiental aos supermercados e fornecedores de materiais de limpeza.
  8. Substitua a lâmpadas incandescentes por lâmpadas econômicas. Elas geram a mesma luminosidade, duram mais e poupam 80% de energia.
  9. Ligue a máquina de lavar roupa apenas com a carga cheia. Você poupa água, energia, sabão e tempo.
  10. Utilize sacolas de pano ou caixas de papelão em vez de recorrer às sacolinhas plásticas.
  11. Ao comprar móveis, prefira madeira certificada. Assim você evita o desmatamento da Amazônia.
  12. Sempre que possível, reutilize produtos e embalagens.
Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar. E, mesmo que não seja feita a coleta seletiva em seu bairro, separe o lixo reutilizável do orgânico e encaminhe para a reciclagem. Reciclar é uma maneira de contribuir para a economia dos recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.
  13. Diminua o uso de produtos de higiene e limpeza. Assim você reduz o nível de poluentes presentes na água e no tratamento do esgoto.
  14. Incentive a carona solidária e organize caronas com familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho.
  15. Faça as contas: ir a pé, usar bicicleta, transporte coletivo ou táxi é mais barato e polui menos do que comprar um automóvel. Mas, se a compra de um carro for inevitável, consulte a Nota Verde do Proconve no site www.ibama.gov.br e a etiqueta de eficiência energética para escolher o modelo menos poluente. E não esqueça de manter em dia a manutenção do seu veículo. Faça inspeção veicular, não retire o catalisador, devolva a bateria e os pneus usados ao revendedor na hora da troca. Os pontos de venda são obrigados a aceitar e reciclar esses produtos.

 

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Cooperativa mineira cria acessórios com design a partir de material reciclado

Luana Caires
27.04.2011

Bolsas feitas de tecidos automotivos e cintos de segurança, foto: Divulgação

Foi-se o tempo em que peças feitas a partir de matéria-prima reutilizada eram sinônimo de produtos esteticamente caretas e mal acabados. Um ótimo exemplo são os artigos da Cooperárvore,  uma cooperativa social de Betim, Minas Gerais, que produz bolsas, carteiras, acessórios e até bandejas com resíduos de materiais utilizados na fabricação de automóveis, como cintos de segurança e estofados. Também são reaproveitados banners, lona de PET e tecidos naturais, como americano cru — um algodão rústico — e chita.

Criada em 2006, em parceria com as ONGs Fundação AVSI e CDM, a cooperativa faz parte do Árvore da Vida, programa desenvolvido pela Fiat Automóvel com o objetivo de  promover a inclusão social de jovens e adultos por meio de atividades socioeducativas e de geração de trabalho e renda no Jardim Teresópolis. Hoje, 27 famílias do bairro estão envolvidas com a Cooperárvore. “Trabalho fazendo uma das coisas de que mais gosto que é costurar”, afirma Wanda Aparecida Caetano Moreira. Wanda tem três filhos que também participam do projeto. “Vou trabalhar muito tranquila, pois meus filhos vão para escola na parte da manhã e à tarde voltam para as atividades do programa. Eles não têm tempo de ficar na rua”, completa. Na cooperativa são oferecidas oficinas de serigrafia, corte, costura e artesanato.

Sacola de compras, bandeja com almofada e porta squeeze da Cooperárvore, foto: Divulgação

A confecção dos produtos é coordenada pelo designer mineiro Igor Vilas Boas, mas as peças são resultado de um processo coletivo de criação em que as ideias de todos os integrantes do grupo são levadas em conta para que sejam produzidos artigos cada vez mais criativos e funcionais. Grande parte da matéria-prima é doada pela Rede Fiat de Cidadania e são feitas mais de 20 mil peças por ano, comercializadas na sede da cooperativa, em algumas lojas de Minas Gerais e pela internet.

Além de gerar renda para a comunidade, o projeto apresenta mais uma vantagem: o fato de oferecer ao consumidor artigos sustentáveis e de qualidade por preços entre 5 e 60 reais. Valores tão acessíveis são raros no mercado de produtos verdes.  Além do uso pessoal, está aí uma opção bacana para quem procura um presente útil, original e sustentável, sem o contrassenso de ter que gastar uma fortuna.

Carteiras e nécessaires práticas e acessíveis, foto: Divulgação

 

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Recife: bairro da Bomba quer fazer um carnaval limpo

Celso Calheiros
04.03.2011

Preparando a folia e a limpeza, foto: Celso Calheiros

O bairro da Bomba do Hemetério, no Recife, se preparou como poucos para o Carnaval. Na verdade, a Bomba virou a novidade do Carnaval do Recife e quer fazer bonito em duas frentes – cultural e ambiental. O bairro é endereço de mais de 50 agremiações de cultura popular. Mobilizado, pressionou a prefeitura e conquistou um polo de Carnaval no bairro. Terá núcleo e palco, com atrações locais se apresentando junto com artistas consagrados, como Jorge Aragão, por exemplo.

A história do meio ambiente começa antes, em abril, quando líderes comunitários gestores do Programa Bombando Cidadania, iniciativa do  Instituto Walmart, idealizaram uma ação sócio-ambiental para o bairro, com o foco no lixo. Através do apoio técnico do Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano (IADH), foi desenvolvida uma Agenda 21 Local – na sua primeira etapa, um programa de sensibilização da comunidade para o principal problema ambiental do bairro, o destino dos resíduos sólidos.

Carnaval agendado e planejamento pronto, o passo seguinte é fazer uma festa memorável e limpa. Os líderes comunitários criaram tarefas, definiram os responsáveis por cada uma e estabeleceram um calendário. Primeira ação: articular com o comércio local a doação de tonéis, luvas, descartáveis, sacos de 100 litros para distribuir pelos locais de concentração e para os catadores de recicláveis. Depois, mobilização para se criar uma sinalização, com frases de efeito do tipo “Eu quero a Bomba limpa. E você?”. Também vão articular com os catadores para informar sobre a proibição de se utilizar o trabalho infantil, além de doar sacos grandes, fornecer equipamentos de proteção individual (EPIs) e camisetas com slogans positivos. Na pauta estão previstas conversas com os moradores de casas próximas aos focos de carnaval, para que eles coloquem as lixeiras da casa do lado de fora, para reforçar a oferta de um local certo para o lixo.

Bairro com 12.500 moradores, com 43% na classe C e 38% na classe D, conforme levantamento realizado em 2008, a Bomba do Hemetério também é um celeiro da cultura popular. O bairro é casa de mestres de coco, escolas de samba, troças carnavalescas, grupo de caboclinhos, bois, ursos, grupos de maracatu, de afoxés e tantas outras manifestações de origem africana. A região também passou a divulgar sua culinária regional. Tudo estará reunido como atração para turistas ou recifenses que chegam para conhecer diferentes manifestações do Carnaval na cidade.

Tudo correndo como o planejado, o Carnaval comprovará uma tese da coordenadora do projeto Agenda 21 Local, Mariana Melo, consultora do IADH. “A parceria entre o ambiental e o cultural dá certo”, garante. Ela, por exemplo, fomentou diferentes formas de sensibilização da comunidade através de peças de teatro, criação de grupos infantis de música com instrumentos reciclados, chamamentos para mutirões com encenações e vê o resultado do trabalho em diferentes atos. Um dos últimos foi a conquista, através de negociações diretas da comunidade com a empresa municipal responsável pela limpeza urbana, de um compactador de lixo dentro da comunidade e a substituição de caminhões de lixo por carros menores, mais adequados para andarem pelas estreitas vias da Bomba do Hemetério. Por essas e outras, faz sucesso o bordão que a comunidade forjou: “O que é da Bomba é bom!”



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Nada se perde, tudo se transforma

Luana Caires
03.03.2011


 
Com Christopher Raeburn é assim: paraquedas viram parcas, balões sacos de dormir, uniformes militares se transformam em casacos e cobertores dão origem a cachecóis. Formado em 2006 pela Royal College of Arts, de Londres, esse jovem designer se tornou um dos nomes de destaque da moda ética. Além de conquistar o prêmio Emerging in Fashion, do jornal britânico The Independent, que todo ano aponta as personalidades mais criativas e influentes da Inglaterra, ele se tornou um ícone do Upcycling – prática que reaproveita peças que perderam o uso na confecção de novos produtos.

Todo o material que Raeburn utiliza em suas roupas é reciclado e vem de bases militares do Reino Unido, da Alemanha e da República Tcheca. A ideia de trabalhar com esse tipo de tecido surgiu por dois motivos: a maioria deles é à prova d’água e, como as vestimentas militares costumam ser produzidas em grandes quantidades, sempre há um grande excedente para ser reutilizado. Além disso, os paraquedas, por exemplo, passam por um rígido controle de qualidade, pois um defeito mínimo é o suficiente para torná-los inúteis. É quando o trabalho do britânico começa. Ele desconstrói as peças e as transforma em roupas modernas, funcionais e bem acabadas, que pouco lembram o seu uso original. Daí o nome de sua marca: Remade in England.

O seu trabalho acabou chamando a atenção da empresa Victorinox, famosa pelos canivetes suíços, que patrocinou uma linha exclusiva, a Remade Switzerland, feita com lãs, lonas e algodão reaproveitados do exército suíço. Para finalizar a coleção, Raeburn se refugiou na antiga oficina de Karl Elsener, inventor desse tipo de canivete, e montou o ateliê mostrado no vídeo acima. Lá, ele contou com a ajuda de alfaiates locais e de funcionários da fábrica suíça, que também serviram de modelos para a promoção da linha.

O único ponto negativo das roupas de Raeburn é o preço. O casaco mais barato vendido atualmente em seu website sai por 511 reais e o mais caro passa de 2 mil reais. Em compensação, pela robustez dos materiais, devem durar uma eternidade.



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SP e mais 13 estados não cumpriram meta de coleta de óleo

Daniele Bragança
03.02.2011

foto: StockVault

Popularmente conhecido como óleo queimado, o óleo retirado de motores de carros, ônibus e caminhões não pode ser jogado na natureza e deve ser enviado para recuperação por meio do processo industrial chamado de rerrefino. Dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) mostram que em 2010, 36% do óleo lubrificante produzido no Brasil foi recolhido e encaminhado para o rerefinamento.

Segundo relatório de 2010 do mesmo MMA, esse percentual ainda é baixo. Calcula-se que 192 milhões de litros não foram coletados. Só em SP, 70 milhões. As metas de recolhimento são regionais. 20% para os estado da Região Norte; 21% Nordeste; 29% para a Região Centro-Oeste; 34% para a Região Sul e 42% para a Região Sudeste.

Das cinco regiões, quatro atingiram a meta total, as vezes com um estado de boa performance, compensando outro de baixa. A única região que não conseguiu foi o Nordeste. No caso do Norte, dos seus 7 estados, 5 ficaram abaixo. Na Sudeste, todos passaram no teste a não ser São Paulo, o estado mais rico da federação. A única região em que todos os estados foram bem-sucedidos foi a Sul.

Individualmente, 14 Estados não atingiram os percentuais mínimos exigidos. Foram eles: Acre, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo.

A destinação correta para o descarte de óleo lubrificante usado está fundamentada na Resolução no.  362, instituída pelo Conama. Ela obriga os produtores e importadores a coletar, anualmente, um percentual mínimo não inferior a 30% em relação a quantidade comercializada. São proibidos quaisquer descartes no solo, sistemas de esgoto e águas superficiais ou residuais.

 

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Avião que não decola… vira albergue em Estocolmo

Luana Caires
01.02.2011

Aeronave construída em 1976 foi adaptada para dar origem ao Jumbo Hostel, foto: Jumbo Hostel

Os turistas que passarem por Estocolmo terão a oportunidade de optar por uma estadia no mínimo peculiar: um Boeing 747 que, depois de passar por um bela reforma, foi transformado em um albergue agradável e bem equipado.  Localizado no aeroporto Stockholm-Arlanda, o Jumbo Hostel possui 27 quartos, de mais ou menos 6 metros quadrados, com duas camas cada. É um ótimo exemplo de revitalização de um equipamento que, de outra forma, viraria sucata.

O albergue possui 27 quartos com duas camas cada, foto: Jumbo Hostel

O homem por traz dessa ideia é Oscar Diös, administrador do ramo hoteleiro. Enquanto planejava a expansão dos seus negócios, ele ouviu falar a respeito de um velho avião que estava à venda – uma aeronave construída em 1976, que já havia passado por companhias aéreas como a Singapore Airlines, a Pan Am e a  sueca Transjet, que foi à falência em 2002. Como sempre quis abrir um albergue próximo ao aeroporto, Diös não pensou duas vezes: comprou o avião e um ano depois, em 2007, obteve permissão das autoridades para que, uma vez pronto, o Jumbo Hostel pudesse ocupar um espaço próximo à entrada do aeroporto. Os preços são módicos para um hotel, mas não exatamente baratos. Ficam na faixa de 50 a 90 dólares por pessoa para os quartos comunitários ou sem banheiro.

O café do Jumbo Hostel, foto: Jumbo Hostel

Durante a reforma, 450 assentos foram retirados da aeronave e o seu interior foi quase totalmente renovado, recebendo pintura e decoração novas. O albergue foi construído como se fosse uma casa qualquer, seguindo todas as exigências de controle do clima e de isolamento térmico. Algumas partes originais do avião  foram mantidas,  o bar e os assentos da primeira classe continuam lá, assim como as máscaras de oxigênio.

A pousada e o um dos quartos da cabine do Boeing 727, foto: Inhabitat

Mas essa não é a primeira vez em que uma aeronave é reaproveitada no ramo hoteleiro. Na Costa Rica, uma pousada adaptou um Boeing 727 de 1956 à sua estrutura transformando o seu interior em uma suíte com dois quartos, banheiro, sala de jantar e um terraço com vista para o oceano.  Na Holanda, um avião alemão dos tempos da Guerra Fria também se transformou em uma luxuosa suíte localizada próximo ao Teuge Airport.  Equipado com jacuzzi, sauna, três televisões, ar condicionado e blu-ray player,  esse projeto é mais pretensioso e exagerado, mas ganha pontos por reaproveitar uma estrutura já existente.

A luxuosa suíte holandesa, foto: Inhabitat

 

Veja também: Retrofit: recuperando espaços esquecidos

 

Via: Inhabitat

 



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Mapa indica lugares próximos para descartar garrafas PET

Daniele Bragança
24.01.2011

Não queremos que essa seja a solução

 

A Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) lançou um site que utiliza o Google Maps para localizar endereços de cooperativas de catadores, comerciantes de recicláveis e ONGs que estão mais próximas de sua casa.

Basta colocar o endereço que o banco de dados do site LevPet encontra os pontos mais próximos para a destinação adequada de embalagens PET. Até o momento, já foram registrados 1.000 pontos de coleta em todo o Brasil.

A Lei n° 12305 estabelece a responsabilidade compartilhada dos estados, empresas e da sociedade na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Que tal começar já a dar um destino adequado a sua garrafa PET? Se ela for parar no lugar errado pode ser um problemão, pois, na natureza, demora 400 anos para se decompor.

Faça uma visita ao LevPet e veja se sua região já foi cadastrada. Se não foi, você mesmo pode ajudar a ampliar e atualizar as informações do mapa.

 

Clique na imagem para explorar o mapa

 

Veja também:

“Lei do Lixo” finalmente é regulamentada

Família britânica produziu apenas uma sacola de lixo em 2010

 



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Embalagem sustentável se transforma em vaso de plantas

Eduardo Pegurier
07.01.2011

foto: Design Simples

Guilherme Negri fundou a Coletivo Verde, empresa empenhada em desenvolver moda sustentável. Suas camisetas usam um tecido a base de pet reciclado e algodão. Ele queria também uma embalagem de baixo impacto e reutilizável. Pesquisando, bateu em um vídeo que deu o estalo da solução. O filme “era um gif animado de uma planta nascendo de dentro da embalagem”, conta. Veio daí a inspiração para criar uma embalagem de bambu para as camisetas que pudesse, em seguida, se transformar em vaso.

Quase deu certo. A Coletivo Verde se uniu ao pessoal do Design Simples, o qual abraçou a ideia e a transformou em projeto. Ralaram muito e criaram um ótimo protótipo. As bases eram:

  • Materiais de fontes renováveis e de baixo impacto: bambu, papelão, algodão, tinta ecológica
  • Dispensar colas e adesivos
  • Prescindir de etiqueta
  • Resistência e facilidade de fechar/abrir
  • Reutilizável na forma de vaso de ervas ou floreira

Ao fim da aventura, o produto não atingiu todos os requisitos necessários para virar realidade. Por exemplo, o lacre de papelão não deu conta do recado. Mas foi uma tentativa brilhante.

Ideias não tem berço certo nem garantia de sobrevivência, podem nascer da pesquisa metódica ou de uma conversa de bar. Mas nenhuma dispensa ousadia de romper com processos consagrados e coragem de tentar. Nisso, eles não falharam. Veja o vídeo abaixo, feito pela Design Simples, e conheça mais detalhes da história.
 


 



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Reciclagem + Criatividade = Fazenda na Janela

Luana Caires
06.12.2010

Quem disse que é preciso ter quintal ou varanda para começar uma horta urbana? Buscando uma maneira de cultivar vegetais em espaços pequenos, a americana Britta Riley recorreu a uma solução criativa: a utilização de um sistema vertical de cultivo hidropônico – conhecido como Windowfarmideal para produzir morangos, tomates, alfaces e ervas na janela de um apartamento mesmo durante o inverno rigoroso do hemisfério norte. O seu funcionamento é bem simples. Uma bomba de ar promove a circulação de uma solução de água e nutrientes entre uma coluna de garrafas pet, onde são colocadas as plantas. O líquido não absorvido pelos vegetais retorna ao reservatório e é novamente bombeado para o primeiro frasco, dando início a um novo ciclo. Quase todo o material necessário para a construção desse modelo é reciclado e, lá fora,  ele pode ser montado com 30 dólares (cerca de 50 reais).

Olha que bela Windowfarm

Decidida a difundir e aperfeiçoar esse sistema, Riley deu início ao Windowfarms Project, uma plataforma online em que os adeptos do cultivo hidropônico vertical identificam problemas e discutem soluções para melhorar o seu funcionamento. Graças à colaboração dos membros do projeto, já foi possível melhorar o design e a eficiência do equipamento, que se tornou mais produtivo, menos barulhento e mais fácil de manter.

No entanto, o principal objetivo desse projeto não é criar um produto perfeito, mas incentivar os seus participantes a encontrar soluções criativas para o seu dia-a-dia e compartilhar os resultados com outras pessoas, processo que Riley chama de Research and Develop It Yourself (algo como “Pesquise e faça você mesmo” em português). Hoje em dia, a comunidade dos windowfarmers tem cerca de 13 mil membros espalhados pelos Estados Unidos, Europa e Ásia que, além de ter alimentos frescos o ano todo, contribuem com novas ideias para levar uma vida mais sustentável.

Garrafas recicladas, foto: Windowfarms

.Dica: Adriana Sansão




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Oslo: biogás de dejetos humanos move ônibus

Luana Caires
04.12.2010

Na capital da Noruega uma simples ida ao banheiro ajuda a tornar mais sustentável o transporte público. A cidade criou uma estação de tratamento de esgoto que produz biometano em quantidade suficiente para fornecer combustível a 80 ônibus. Além de diminuir em 70% a emissão de óxidos de nitrogênio, a utilização desse biogás também reduz em 98% a emissão de material particulado, um dos poluentes mais nocivos para a saúde.

Nessa estação, os dejetos são filtrados e em seguida são bombeados para grandes tanques, onde permanecem por 14 dias a uma temperatura de 55ºC. Desse processo é obtido o biometano, que então é levado para um depósito onde é armazenado em containers ligados por mangueiras aos postos de abastecimento.

Além da produção de biometano a partir do tratamento do esgoto, a cidade também pretende investir na obtenção de biogás a partir da incineração de lixo para que todos os 400 coletivos da frota possam ser movidos a combustível limpo. Com essas medidas, o país pretende cumprir a meta de reduzir em 50% a emissão de gases estufa até 2030 e em 80% até 2050.

Veja também: Toronto testa caminhão de lixo movido… a lixo



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