Aplicativos ajudam franceses a planejar seus deslocamentos

Luana Caires
22.09.2011

São 35 aplicativos para facilitar e incentivar deslocamentos mais verdes, foto: Divulgação

Para o Ministério do Desenvolvimento Sustentável francês, a tecnologia pode ser uma grande aliada na batalha por um transporte mais sustentável. O governo pretende mostrar que é possível mudar o comportamento com a ajuda da internet móvel, criando acesso a aplicativos com dicas valiosas sobre como diminuir as emissões de dióxido de carbono em seu caminho e planejar melhor a sua rota.

Essa iniciativa está afinada com o contexto da democratização do uso e do acesso à rede 3G, a chamada “smartphonização” do país. Segundo uma pesquisa realizada pela Association Française du Multimédia Mobile, 37,2% dos usuários de telefonia móvel da França possuem acesso à internet em seu aparelho e 31,4% deles têm um smartphone. A ideia é aproveitar a utilização crescente da rede móvel para facilitar e incentivar o uso de meios alternativos de transporte.

Encontrar um posto de aluguel de bicicletas na França agora ficou fácil

Por isso, foram criados 35 aplicativos que podem ser usados tanto para descobrir o posto mais próximo de aluguel de bicicletas quanto para organizar caronas ou calcular a forma mais prática de chegar ao seu destino usando vários tipos de transporte disponíveis em sua cidade. E se engana quem acha que só os parisienses poderão desfrutar desses serviços. Alguns deles podem ser usados em qualquer parte do país, e localidades como Lyon, Rennes, Nice, Reims, Bordeaux e outras já contam com informações específicas sobre suas rotas que podem ser acessadas tanto por turistas quanto pelos seus habitantes.

Com o Velodispo, por exemplo, o usuário pode utilizar sua geolocalização para encontrar o ponto de aluguel de bike mais próximo em 14 cidades francesas e outras 3 no exterior – Cardiff, Reading e Estocolmo. Depois de garantir a magrela, basta informar a sua rota que o programa lhe informa qual é a melhor estação para entregar a bicicleta no fim do trajeto e, para os esquecidinhos, o aplicativo também dá um lembrete indicando o momento em que o ciclista deve partir para conseguir devolver a bicicleta antes do seu aluguel vencer. E as vantagens desse aplicativo não param por aí. Quem não gosta de pedalar de baixo de chuva pode consultar as condições climáticas da região antes de fazer a locação.

Eco-citoyens: Para calcular o impacto do seu estilo de vida e receber dicas diárias

Já o Eco-citoyens calcula o impacto dos seus deslocamentos e ainda oferece sugestões e informações sobre como economizar energia, reduzir suas emissões de gases estufa e como consumir de maneira a diminuir sua marca no meio ambiente. A cada dia o usuário recebe uma dica de comportamento para tornar seu cotidiano mais verde e ainda pode se submeter a testes para saber como está o seu desempenho e aprender como melhorar seus hábitos. O programa também permite encontrar os postos de reciclagem mais próximos e acessar informações sobre a qualidade do ar nas principais cidades francesas.

O usuário pode ainda se submeter a testes para saber como está o seu desempenho

Aqueles que precisarem de um automóvel por uma, duas horas ou até mesmo por um fim de semana inteiro podem recorrer ao Buzzcar para efetuar aluguel de um veículo de um proprietário particular. O aplicativo põe o locatário em contato com o dono do carro e permite a realização da reserva. Os envolvidos em uma transação de compartilhamento são notificados instantaneamente. E os que precisam de uma carona não ficam de fora. São vários os programas que disponibilizam a rota dos seus cadastrados, facilitando o contato entre eles e a organização de uma carona.

Quem depende totalmente do transporte público também foi lembrado. O aplicativo da RATP (Reseau Autonome des Transports Parisiens), por exemplo, permite ao cidadão planejar sua rota combinando o metrô, os ônibus e os trens que circulam pela região metropolitana. O usuário pode ainda acompanhar em tempo real o horário de circulação, as informações sobre o tráfego e consultar o mapa da extensa malha metroviária da cidade.

Com o aplicativo da RATP, o usuário pode planejar melhor a sua rota

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O purificador de água que funciona com plasma

Fernando Espósito
31.08.2011

O purificador chileno que promete uma revolução, foto: eSustentable

Um dispositivo de baixo custo, seguro e que purificasse as águas mais contaminadas que existem, tornaria o mundo um lugar melhor. Ainda mais se pudesse ser mantido pela mesma comunidade que o utiliza e desse vazão à sua necessidade de consumo.

Ele existe. Foi desenvolvido por um designer industrial, juntamente à sua equipe de técnicos e cientistas. O dispositivo consegue purificar 2 mil litros de água contaminada a cada 24 horas, e só consome 100 watts/h de energia por 35 litros de água limpa em 5 minutos.

Os primeiros beneficiários deste inovador sistema serão 19 famílias chilenas pobres, integrantes do assentamento Fundo San José de Cerrillos, na cidade de Santiago. Lançado no assentamento na semana passada (23 de agosto), esse projeto original e de alto impacto foi desenvolvido no Chile e promete salvar vidas.

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O purificador funciona com tecnologia a base de plasma, que elimina os germes e bactérias da água contaminada e proporciona provisão contínua de água limpa e potável.

O plasma corresponde ao quarto estado físico da matéria. Alfredo Zolezzi, designer industrial egresso da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso, e diretor do Centro de Inovação Avançada de Viña del Mar, explica como funciona o dispositivo: “O que fizemos foi captar a água contaminada, que pode vir de qualquer fonte, e fazê-la passar por um dispositivo pequeno, de 23 centímetros, que aumenta a sua pressão, transformando-a de líquido a um fluido semi gasoso com características que nos permitem, com uma descarga elétrica, transformá-lo em plasma. Ionizam-se os gases e produz-se o plasma, que é estável. Isso facilita que a água alcance uma velocidade  altíssima. Quando volta a desacelerar, a água sai o dispositivo de novo em estado líquido. No processo, todo agente microbiológico morre, inclusive o transmissor da cólera. O resultado é água potável, segura para ser tomada.”

Zolezzi destaca que o invento nasceu da intenção explícita de usar recursos tecnológicos e científicos para reduzir pobreza. O projeto nasceu de uma parceria com a fundação “Un Techo Para Chile” (Um Teto para Chile) – instituição que luta para extinguir os assentamentos precários, transformando-os em bairros sustentáveis, com famílias integradas à sociedade

Este “milagre sócio-tecnológico” não só ajudará os chilenos, como poderá ser uma solução real para salvar as 6.000 vidas das crianças que morrem diariamente no mundo, por doenças associadas ao consumo de águas contaminadas, ou devido à sua escassez.

 

*Fernando Espósito é arquiteto e professor da PUCV Valparaiso, Chile

 

Saiba Mais:

Veoverde

Un Techo Para Chile

Purificación de Agua con Plasma, Innovación Social Disruptiva en Chile



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Aparelho taxa motoristas de acordo com uso do carro

Luana Caires
17.08.2011

Durante o teste, o preço por quilômetro rodado variava entre 2 e 28 centavos, foto: Chriszwolle

Imagine ter em seu automóvel um equipamento semelhante a um taxímetro que medisse não só a quilometragem como também o impacto ambiental de suas viagens. Pois o governo holandês instalou alguns aparelhos como esse em carros particulares para testar um novo sistema de taxação: em vez de cobrar impostos pela compra do veículo ou do combustível, os motoristas seriam taxados proporcionalmente ao uso que fazem deles.

Conectado à internet sem fio e ao sinal do GPS, o aparelho calcula o custo de cada trajeto utilizando uma fórmula baseada na distância percorrida, na emissão de gases estufa, nos desgaste das ruas e no dia e horário do deslocamento. Assim, quem rodar mais em horários de pico e em vias de tráfego intenso pagaria mais do que aqueles que usam o carro esporadicamente. No fim do mês, o motorista receberia um conta detalhando os horários e o custo de cada viagem.

O teste teve início há dois anos e o governo holandês planejava implementar o novo sistema no ano que vem, mas, depois que um novo partido assumiu o poder em 2010, a ideia acabou não saindo do papel. Os defensores da instalação de medidores em veículos particulares afirmam que a cobrança de impostos baseada no uso seria uma maneira mais justa de o governo arrecadar receita, já que o valor das taxas decorreria do uso propriamente dito, não apenas da posse de um automóvel.

Se o projeto fosse definitivamente implantado, os aparelhos de medição poderiam ser programados para que veículos com maior consumo de combustível pagassem tarifas mais altas, já que causam um impacto maior no meio ambiente. Esse poderia ser um incentivo para que a população investisse em transportes menos poluentes, como híbridos ou carros elétricos ou optassem pelo transporte público e até pelo uso de bicicletas, por exemplo. Estudos têm mostrado que os medidores oferecem aos motoristas um feedback negativo instantâneo capaz de influenciar seu comportamento, pois associa diretamente o deslocamento ao valor gasto pelo usuário do carro.

Outros governos, tanto na Europa quanto na Ásia e nos Estados Unidos,  já demonstraram interesse em cobrar impostos por quilômetro rodado para melhorar o tráfego de veículos nas grandes cidades, mas, como o sistema envolve o monitoramento dos motoristas, muitos eleitores e políticos se opõem ao projeto alegando preocupações com a privacidade dos cidadãos ou com a aceitação por parte da população de um novo imposto. Durante o teste holandês, o preço aplicado variava entre 2 e 28 centavos de euro por quilômetro. Segundo as estimativas do governo, a previsão era de que 60 ou 70% dos motoristas pagassem menos com os medidores do que com o sistema atual de taxação.

 

Via: New York Times

 

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Laser ajuda a proteger ciclistas

Eduardo Pegurier
21.06.2011

O Blaze em funcionamento, foto: divulgação

O tipo mais frequente de acidentes envolvendo ciclistas ocorre quando estão em linha reta e um motorista de carro distraído corta a sua trajetória e os atropela. “Mesmo que o ciclista se ilumine como uma árvore de Natal, ainda ficará invisível se estiver no ponto cego de um ônibus”, diz Emily Broke, estudante da Universidade de Brighton, que criou um mecanismo que tenta remediar o problema. Trata-se do Blaze, um pequeno laser que funciona com baterias e projeta uma imagem de bicicleta à frente do ciclista, anunciando a sua chegada.

A luz verde do Blaze pode ser vista de dia ou de noite. O propósito de Emily era “resolver o problema dos ciclistas aumentando sua visibilidade, sua pegada e, em última instância, a percepção dos outros veículos sobre a sua presença”. A inventora, que acabou de terminar a graduação em design de produto, ganhou com o projeto uma bolsa de estudos nos EUA, concedida por um programa de empreendedorismo.

Existem outros inventos parecidos. Veja aqui e aqui.



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Plástico verde já está pronto para ser comercializado

Fabíola Ortiz
02.06.2011

Plástico feito de etanol, foto: Mathias Cramer (divulgação)

Rio de Janeiro — A produção ainda é pequena comparada ao plástico convencional, derivado de petróleo, mas a primeira iniciativa em escala comercial da América do Sul, da empresa Braskem, já pode produzir o plástico verde comercialmente. Ele é fabricado na unidade industrial de eteno derivado de etanol, inaugurada em 2010. Essa fábrica foi destacada no Bright Green Book, que se autodenomina o “Livro Verde do Século 21”. Publicado pelo EubraConselho Euro-Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável,  apresenta 100 iniciativas mundiais da última década que se destacaram por contribuir para o desenvolvimento sustentável.

O plástico verde é feito com uma resina gerada a partir da cana de açúcar. O etanol da cana é desidratado e passa por um processo industrial para se transformar em eteno, que é, então, polimerizado. “É um plástico de origem vegetal 100% renovável. As propriedades físico-químicas são as mesmas. No final do processo, temos o mesmo plástico como se tivesse sido produzido a base de petróleo”, explicou a ((o))eco Frank Alcântara, diretor de marketing da Braskem, enquanto participava do Rio Global Green Business.

A sustentabilidade do plástico verde está na sua origem: quando a cana-de-açúcar é cultivada, o crescimento da planta captura 2,5 toneladas de CO2 da atmosfera para o equivalente a cada tonelada do polietileno verde produzido. O produto final é usado por empresas que abraçaram o conceito como pilar de sua estratégia de mercado. Isso vai desde empresas de alimentos a veículos, cosméticos, produtos de higiene e farmacêuticos.

A tecnologia em si não é uma novidade. Ela já existe desde o início da década de 80. Contudo, faltava viabilizá-la comercialmente. A Braskem investiu cerca de R$ 500 milhões no projeto, concebido com tecnologia brasileira, que tem capacidade de produção de 200 mil toneladas de polietileno verde por ano.

Este ainda é um pequeno passo comparado aos 3 milhões de toneladas/ano de plástico tradicional produzidas pela Braskem. Aumentar essa parcela depende de logística para a obtenção do etanol que é a principal matéria-prima. “A indústria petroquímica tradicional toda a base de petróleo está localizada próximo aos centros que tratam o petróleo. Então, a indústria a base de matéria-prima renovável, como a cana, é uma quebra de paradigma. Podemos ter uma indústria petroquímica produtora de resina termoplástica próxima a uma usina de etanol no interior do Brasil, como por exemplo no Mato Grosso”, explica Alcântara.

Do lado das desvantagens, o plástico verde não é biodegradável. Ele tem a mesma degradabilidade de um plástico comum à base de petróleo. “Já existem iniciativas biodegradáveis no mundo de plásticos. Mas isso requer processos caros. Está na nossa pauta produzir um plástico biodegradável”, completou Alcântara.



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Pesquisadores criam celular “movido” a micróbios

Luana Caires
18.05.2011

O projeto recebeu uma bolsa de 100 mil dólares da Fundação Bill & Melinda Gates, foto: Erik Hersman

Muita gente diz a toa que não consegue viver sem celular. Mas nos países mais pobres do mundo isso não é exagero. A África é o mercado de celulares que mais cresce no mundo, pois é a única forma de comunicação que chega barata a lugares remotos. No entanto, centenas de milhares de pessoas não conseguem usufruir do serviço porque não têm acesso à energia elétrica. Pois um grupo de cientistas da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas de Harvard (SEAS, na sigla em inglês) pode ter uma solução criativa para esse problema: eles estão desenvolvendo um carregador de bateria capaz de reaproveitar a energia produzida por microorganismos naturalmente presentes no solo.

Essa “mágica” é feita a partir de um dispositivo com uma superfície condutora que captura elétrons liberados durante o processo metabólico dos micróbios. A tecnologia já vem sendo usada para fornecer energia a lâmpadas do tipo LED em laboratório há mais de um ano. Se a ideia der realmente certo, o grupo pretende distribuir algumas baterias na África Subsaariana, como parte do estudo de campo. Atualmente, mais de 500 milhões de pessoas vivem nessa região sem energia em suas casas, ainda assim, 22% dos domicílios têm telefones móveis, cujos donos são obrigados a andar longas distância até as estações de carregamento.

O plano é que, depois de testados os protótipos, os dispositivos sejam construídos pela própria população local. Segundo a Dra. Aviva Presser Ainden, que lidera o projeto, é possível construí-los com materiais simples disponíveis na região, como telas de janelas e latas de refrigerante. A cientista acredita que um equipamento caseiro completo pode ser montado do zero em apenas alguns minutos a um custo de menos de um dólar. Simples e barata, a bateria movida a micróbios seria capaz de recarregar um telefone em até 24 horas.

Agora é torcer para que a ideia saia dos laboratórios para as casas africanas. Dinheiro, aparentemente, não será problema: no mês passado o projeto recebeu uma bolsa de 100 mil dólares da Fundação Bill & Melinda Gates.

 

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Catracas de metrô podem virar fonte de energia

Luana Caires
14.04.2011

Alunos premiados com bolsa de estudos de R$ 15 mil, foto: Divulgação

A cada dia útil do ano passado, 2.56 milhões de pessoas, em média, passaram pelas catracas de metrô da cidade de São Paulo. E se todo esse movimento fosse convertido em energia? Foi essa ideia criativa que rendeu aos alunos de administração da FEI (Fundação Educacional Inaciana) a vitória no concurso EDP University Challenge 2010 – promovido pela primeira vez no Brasil por uma das maiores empresas européias do setor de energia e a quarta maior do país.

Para participar, os estudantes tiveram que elaborar um plano de marketing para a EDP. Mas o grupo da FEI, formado pelos alunos Renato Góis Figueiredo, Lucas Rodrigues Lamas e Tatiana da Silva, foi além e sugeriu o uso de geradores elétricos acoplados às catracas do metrô e de trens. “Assim como a água passa pelas turbinas de uma hidrelétrica gerando energia, as pessoas passarão pelas catracas e portas giratórias e terão os seus movimentos transformados em eletricidade. É algo simples e eficiente e que utiliza fonte de energia limpa”, explica Renato. A escolha de estações de metrô se deu justamente por serem lugares onde transitam milhões de paulistanos.

Depois de identificar o interesse da empresa em associar a marca EDP ao conceito de geração de energia limpa, os alunos da FEI desenvolveram um plano de comunicação integrada de marketing com o slogan “Bom para o planeta, melhor para você”. “A nossa intenção é conscientizar o público de que a empresa reconhece a importância da energia limpa e associar esse conceito à marca EDP”, destaca Renato. Os alunos foram premiados com uma bolsa de estudos no valor de R$ 15 mil e um estágio de três meses na sede da EDP no Brasil, com possibilidade de intercâmbio na Europa.

Como se tratava de um projeto de marketing, os universitários da FEI não discutiram em seu trabalho um mecanismo que pudesse transformar energia cinética em elétrica, nem analisaram a viabilidade de se instalar esse tipo de catracas no metrô de São Paulo. Mas estudantes chineses já desenvolveram um protótipo capaz de viabilizar o plano dos brasileiros.

A Green Pass, uma catraca energeticamente autossuficiente, foto: Divulgação

 

Aparentemente a Green Pass é uma catraca normal, porém é capaz de produzir toda a energia de que precisa para funcionar. O seu giro permite que as pessoas façam parte do processo de conversão de movimento em energia elétrica, possibilitando a utilização de cartões magnéticos, a inserção de moedas, bilhetes ou permitir que a catraca conte o número de pessoas que passam por ela. Esse engenho dos alunos da Guangdong University of Technology já venceu várias competições nacionais e internacionais de Design, incluindo o Prêmio Conceito Alemão IF, considerado o Oscar do Desenho Industrial. Não seria ótimo ter algumas dessas por aqui?

 

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Brasileiros criam bioplástico a partir de fibras de frutas

Luana Caires
13.04.2011

O abacaxi é uma das fontes mais promissoras de nanocelulose, foto: beautifulcataya

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram plásticos à base de fibras de abacaxi, banana e outras frutas. Além de serem biodegradáveis e produzidos com uma fonte completamente renovável, eles são 30% mais leves e de três a quatro vezes mais fortes que os comuns.

Por conta de suas propriedades, os bioplásticos poderão trazer grandes benefícios à área médica, com uso em próteses e pinos, e poderão até  substituir o Kevlar, material usado em coletes à prova de balas e apacetes militares. Mas, a princípio, deverão ser usados principalmente na indústria automobilística para a produção de painéis e para-choques. Ao optar por esse material, os fabricantes poderão diminuir o peso dos carros proporcionando, assim,  uma economia de combustível. Outra vantagem é que esses plásticos ainda têm maior resistência a danos causados pelo calor e por derramamento de líquidos, como a gasolina .

Para fazer o bioplástico, é necessário obter nanocelulose – sintetizada a partir do tratamento intensivo da celulose. Segundo o professor e engenheiro agrônomo Alcides Leão, que lidera projeto, o abacaxi é uma das fontes mais promissoras de nanocelulose, mas a banana, o coco e a agave também podem ser utilizadas. Os cientistas colocam folhas e caules das frutas ou plantas em um equipamento parecido com uma panela de pressão. O conteúdo da panela passa por vários ciclos de “cozimento”, até produzir um material fino, parecido com o talco. Com 450 gramas dessas nanoceluloses é possível produzir 45 quilos de plástico. De acordo com estimativas dos pesquisadores, esse material deve se popularizar em mais ou menos dois anos.

Em 2009, outro brasileiro, o professor de engenharia química Leonardo Simon, mostrou que era possível utilizar a palha do trigo para produzir peças de veículos e substituir materiais não renováveis  – como carbonato de cálcio, talco e mica. Transformada em um pó, a palha é misturada com polipropileno (plástico) e pode formar peças tanto para a parte interna quanto para a externa dos veículos. No ano passado, esse plástico já era utilizado em algumas peças do carro Ford Flex. A nanocelulose também poderia ser misturada ao plástico convencional para reforçá-lo, mas, se for usada dessa maneira, o resultado final deixa de ser um produto biodegradável.

 

Via: Terra



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Tesla: ultracapacitores substituirão baterias de lítio

Eduardo Pegurier
24.03.2011

Tesla Roadster, esportivo elétrico que pode abrir caminho para novas tecnologias, foto: divulgação

“Se eu tivesse que fazer uma aposta, acredito que a chance é boa de que (o futuro) não é das baterias, mas dos capacitores”, afirmou Elon Musk, presidente da Tesla, a arrojada montadora de carros esportivos elétricos. Sua posição gerou surpresa porque os carros da empresa que dirige utilizam grandes baterias de lítio, a mesma tecnologia da usada para prover energia a laptops e celulares. Mas ele se referia a ultracapacitores e às possibilidades dos carros elétricos nas próximas duas décadas.

Ultracapacitores são apenas uma versão gigante e poderosa dos capacitores que fazem todos os eletrônicos funcionar. Como uma bateria, eles mantêm uma carga, mas, ao contrário delas, podem ser recarregados quase instantaneamente e não decaem ao das longo das recargas obrigadas pelo uso. O maior problema é a densidade de energia.

As baterias de lítio ganham porque oferecem densidade alta de energia. É preciso que ocorra um pulo tecnológico para que os ultracapacitores as substituam. Entretanto, Musk tem credenciais para impactar com a sua previsão. Antes de entrar para a Tesla, pesquisou ultracapacitores na Universidade de Stanford. Ele também acredita que até 2030 todos os carros serão elétricos.

 

via: Engadget



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Protótipo de lâmpada LED com bocal comum e luz “quente”

Eduardo Pegurier
02.02.2011

foto: divulgação

 

A aposentadoria tecnológica das conveniências da lâmpada incandescente está prestes a chegar. Um novo modelo de LED usa bocal comum, pode ser usado com dimmer e produz o mesmo tipo de luminosidade “quente” e amarelada que parece mais natural. Consome menos de 10 watts  mas é igual em capacidade (800 lumens) a uma incandescente de 60W. A fabricante é a Cree.

 

Para aposentar as incandescentes: LED, dimmer, luz agradável, bocal comum

 

Uma outra maneira de ver a coisa é que com a mesma energia que gastávamos antes poderemos iluminar seis vezes mais lares. Boa notícia para o mundo pobre. Embora as LEDs ainda sejam caras, elas duram 10 anos. Nos EUA, já existem modelos por 20 dólares nas lojas e o preço cai 25% ao ano. É só fazer as contas para ver que, considerando a durabilidade, se tornarão tão ou mais baratas que as incandescentes em coisa de 2 ou 3 anos. Além de também consumirem bem menos do que as atuais campeãs de consumo, as fluorescentes, tem a enorme vantagem ambiental de não conter mercúrio.

Veja o vídeo promocional em seguida.

Leia também: Philips desenvolve luz OLED para tomadas comuns

 

 

Dica: Engadget



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