Greenvana lança portal de construção sustentável

Flávia Moraes
07.10.2011

Essa é Skystream 3.7, uma turbina eólica que custa entre R$30 e 50 mil, mas economiza de 30 a 80% da conta de energia. Foto: divulgação

Incentivar e facilitar o consumo sustentável nas áreas de construção, reforma e eficiência hídrica e energética é a mais nova proposta do Greenvana. Com o lançamento do novo portal, o Greenforma, a empresa passou a intermediar a compra online de produtos sustentáveis oferecidos por mais de 100 fornecedores. Os produtos e serviços se caracterizam por reduzirem o consumo de energia e atenderem a uma demanda crescente da legislação por empreendimentos mais limpos.

O portal é um canal de distribuição que facilita a vida dos fornecedores, especialmente os pequenos, e oferece linhas de produtos que cobrem todas as grandes áreas da construção, como pisos, pintura, iluminação e material elétrico e hidráulico. Também oferece projetos e equipamentos sob medida: por exemplo, placas fotovoltaicas, aquecimento solar para água, telhado verde e coleta e reaproveitamento de água da chuva.

Marcos Wettreich, presidente do Greenvana, explica que o Greenforma vai além da oferta de produtos, “é uma solução ampla na questão da sustentabilidade, oferecendo para a sociedade brasileira as melhores opções de baixo impacto ambiental e o contato com profissionais que integram a rede de engenharia, arquitetura e interiores sustentáveis”. O cliente poderá esclarecer dúvidas técnicas diretamente com arquitetos e engenheiros.

A construção civil é um dos maiores responsáveis pelo desmatamento e emissão de gases causadores do efeito estufa, lembra Viviane Cunha, diretora técnica da empreitada. Com o portal, o consumidor que deseja ou precisa desses produtos tem agora um endereço próprio para procurá-los.

Abaixo, vídeo de instalação em uma casa, no Canadá, de uma turbina eólica Skystream como a da foto. Enquanto venta, ela substitui energia do grid, economizando entre 30 e 50% da conta de luz. Não é barata. Custa no Brasil entre R$30 e 50 mil. Mas a empresa tem turbinas eólicas para serviços mais leves, como bombeamento de água, que começam a partir de R$5 mil. Veja mais produtos no próprio Greenforma.

 

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10 cidades sustentáveis da Europa

Luana Caires
05.10.2011

A capital da Dinamarca se saiu bem nos oito quesitos analisados pelo estudo, foto: JamesZ

Segundo dados da UN Population Division, 72% da população do continente europeu mora nos centros urbanos. No entanto, suas cidades consomem um percentual menor do que este, apenas 69% do total de energia. O número é abaixo do que se poderia imaginar e a razão parece estar ligada a legislação ambiental cada vez mais dura da União Europeia e a preocupação crescente da população local em poupar recursos naturais.

Para facilitar o estudo sobre organização urbana e sustentabilidade, a The Economist Intelligence Unit realizou, em parceria com a Siemens, um estudo para apontar as cidades mais verdes da Europa. Foram analisados os 30 centros urbanos política ou economicamente mais expressivos do continente, classificados de acordo com 8 categorias de desempenho: emissão de dióxido de carbono, consumo e desperdício de água, gerenciamento de terra e resíduos, consumo de energia e uso de fontes renováveis, qualidade do ar, mobilidade e políticas ambientais. Todos os dados foram apurados pela equipe de pesquisadores da The Economist, que usou  também as metas ambientais traçadas pela União Europeia para o ano de 2020 como referência para a pontuação. Nesse ranking, as 10 primeiras cidades foram as seguintes:

  1. Copenhague
    A capital da Dinamarca se saiu bem nos oito quesitos analisados pelo estudo. A cidade tem procurado diminuir sua dependência de carvão e óleo apostando no gás natural e na energia renovável, que tem tido um papel cada vez mais importante no país. De toda a energia consumida, 17% provém de fontes verdes e o governo ainda pretende elevar esse índice para 30% até 2025. Os edifícios dinamarqueses estão entre os mais eficientes ambientalmente. O consumo anual de prédios residênciais de Copenhague é de 554 joules por metro quadrado, melhor índice entre as 30 cidades avaliadas.
  2. Estocolmo
    A capital sueca se destaca nos quesitos emissão de dióxido de carbono, construção sustentável, qualidade do ar e políticas ambientais. Mais de 20% da energia consumida pela cidade é proveniente de fontes renováveis e, até 2050, Estocolmo planeja estar completamente livre de combustíveis fósseis, o que significa que todas as emissões relacionadas ao aquecimento público e privado, aos veículos e ao uso da eletricidade serão reduzidos a zero. Na última década, a qualidade do ar melhorou susbstancialmente. Sua concentração de material particulado em 2007 era de 16.7 microgramas por metro cúbico – menor índice de toda a Europa.
  3. Oslo
    A população de Oslo cresce 2% a cada ano, mais do que qualquer outra cidade escandinava. Ainda assim, a capital norueguesa mantém o menor índice de emissão de dióxido de carbono entre as localidades estudadas, resultado do uso de fontes de energia renováveis para o abastecimento do transporte público e da redução da emissão de gases em seus aterros. Os investimentos na área do transporte tiveram um impacto muito positivo, já que a quantidade de dióxido de carbono liberado por veículos públicos e privados é responsável por 50% das emissões totais da cidade. Ela só não ficou em posição ainda melhor por conta do seu alto consumo de água e pela qualidade do seu ar, quesito em que apareceu na rabeira com a 15a. posição. O motivo é a alta concentração de dióxido de nitrogênio e, durante o inverno, do material particulado, que aumenta com a queima de lenha para aquecimento e a inversão térmica.
  4. Viena
    Ela fica em 8o. lugar no ranking geral de emissão de de CO2, mas, quando comparada às cidades com tamanho semelhante ao seu, é a que mais libera esse gás. No entanto, o alto investimento em novas fontes de energia renovável e sua boa gestão de recursos hídricos faz com que apareça em as 5 mais sustentáveis da lista. Em Viena, a água é coletada nas fontes das montanhas e chega até a cidade sem a necessidade da utilização de bombas, devido a diferença de altitude entre a região montanhosa e o centro urbano.
  5. Amsterdã
    Nos quesitos água e administração de resíduos e terra, a capital holandesa ficou em primeiro lugar, mas o seu ponto fraco é a emissão de dióxido de carbono. São liberadas 6,7 toneladas de CO2 per capita a cada ano – marca bem superior ao das outras cidades analisadas, que emitem em média 5 toneladas. Apesar de ser conhecida por sua notável frota de bicicletas, o transporte é o grande responsável pelas emissões, sendo que a indústria e o sistema de aquecimento também contribuem para agravar o problema. Suas principais fontes de energia são fósseis – gás, carvão e óleo –, mas 6% dela provém de fontes renováveis. Amsterdã tem uma das redes de aquecimento mais eficientes da Europa, em que o calor é obtido a partir da conversão de resíduos de biomassa para gás.

    Em Amsterdam, são liberadas de 6,7 toneladas de CO2 per capita a cada ano, foto: Moyan Brenno

  6. Zurique
    A maior cidade da Suíça se sai bem nos quesitos emissão de dióxido de carbono e gerenciamento de terra e resíduos – categoria em que aparece em segundo lugar. A maioria das atividades desenvolvidas em Zurique tem um impacto ambiental relativamente baixo, o que a coloca em uma posição privilegiada em relação à outras cidades. Sua produção de resíduos é de 406 quilos por habitante, número abaixo da média de 511 quilos. Além disso, o seu índice de reciclagem é mais alto. Enquanto ela recicla 34% de seus resíduos, as outras apresentam índices de 18%, em média.
  7. Helsinque
    Sua região metropolitana concentra um terço de todo o PIB do país. Por conta da alta emissão de dióxido de carbono e do seu consumo de energia, a capital finlandesa fatura o sétimo lugar desse ranking. Isso, no entanto, não quer dizer que essa terrinha gelada não possa servir de bom exemplo. Assim como Copenhague,Estocolmo e Bruxelas, Helsinque lidera a lista no quesito políticas ambientais. A cidade foi a primeira capital europeia a completar um plano de desenvolvimento sustentável, o seu Sustainability Strategy and Action plan, lançado em 2002. Desde de 1995, Helsinque planeja a proteção e desenvolvimento de florestas urbanas públicas, facilitando o planejamento de construções privadas e diminuindo os conflitos por espaço.
  8. Berlim
    Apesar de ter sido classificada em 13º lugar no quesito emissões de dióxido carbono, os esforços da capital alemã tem dado bons resultados. O objetivo de reduzir em 25% na liberação de CO2 até 2010 foi alcançado e espera-se que até 2020 ocorra uma diminuição de 40% em relação aos índices de 1990. Além disso, nos últimos 20 anos, seus edifícios passaram por adaptações para que se tornassem mais eficientes, o que resultou em uma redução de 150 kwh para 80 kwh de uso de energia por metro quadrado. O consumo dos seus prédios residenciais também fica muito abaixo da média das 30 localidades analisadas pelo estudo da The Economy Intelligence Unit. Nas categorias gerenciamento de água, terra e resíduos, a capital alemã também se sai bem. Cerca de 35% do seu lixo é reciclado e o índice de perda do sistema de abastecimento de água é de apenas 5.2%.
  9. Bruxelas
    A capital da Bélgica se destaca pelo gerenciamento de seus recursos hídricos e por bons projetos ambientais, mas perde pontos por seu alto consumo de energia e pelo baixo investimento em fontes renováveis – enquanto, em média, 7,3% da energia dos países analisados é proveniente de fontes verdes, o índice de Bruxelas é de menos de 1% . O aquecimento da cidade provém principalmente de combustíveis fósseis. Ainda assim, sua emissão de dióxido de carbono é de 3.9 toneladas per capita – bem abaixo da média de 5.2 toneladas. Com o projeto “Agenda Iris 21”, o governo incentiva seus cidadãos a levar uma vida mais verde promovendo uso de transportes menos poluentes e oferecendo dicas e instruções sobre como reduzir sua pegada de carbono e como usar benefícios para transformar suas residências em construções ambientalmente eficientes.
  10. Paris
    Com quase 12 milhões de habitantes em sua região metropolitana, a capital francesa é a segunda maior cidade analisada pelo estudo. Levando isso em conta, seu desempenho em relação às emissões de dióxido de carbono é digno de nota. Paris fica em 6º lugar, com a liberação estimada em pouco mais de 5 toneladas per capita ao ano. Ela também de destaca por seus edifícios, que consomem 205 kilowatt/hora por metro quadrado, enquanto a média é de 252 megawatt/hora por metro quadrado. É no quesito transporte que ela deixa a desejar: a cidade figura em 19º lugar. Isso por conta do baixo uso de transporte alternativo ao automóvel. Apesar de possuir uma extensa rede de ciclovias, a proporção de usuários desse tipo de transporte é de 0.2%, desempenho muito abaixo da média de 20.9% dos outros centros urbanos analisados.

    Paris é a segunda maior cidade analisada pelo estudo, foto: Moyan Brenn

    Veja também: 

    Aplicativos ajudam franceses a planejar seus deslocamentos

    Em Copenhague, 93% vivem satisfeitos com a cidade

    Aparelho taxa motoristas de acordo com uso do carro

    Cidade espanhola troca carro por passe vitalício de trem

    Metrópoles trocam receitas para diminuir suas emissões

    Buenos Aires aposta nas bicicletas

     

* Texto editado em 8 de outubro de 2011



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São Paulo – Conheça a rota dos orgânicos

Luana Caires
30.09.2011

Confira a lista de fornecedores indicados pela AAO, foto: Richard Smith

Há vinte anos, quando surgiu a primeira feira de alimentos orgânicos da cidade de São Paulo (a Feira do Produtor Orgânico, no Parque da Água Branca), o conhecimento sobre esse tipo de produto ainda era restrito a uma pequena parcela de consumidores. De lá para cá a informação e a oferta de alimentos produzidos sem agrotóxicos se expandiu, assim como o número de consumidores que os desejam. Mas nem sempre as pessoas sabem todas as opções de locais de venda onde os orgânicos podem ser encontrados, e por um bom preço.

Pensando nisso, a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), que administra a feira pioneira da cidade, divulga uma série de fornecedores  especializados (alguns dos quais entregam em domicílio) na capital. De acordo com Márcio Stanziani, secretário-executivo da AAO, a ideia é reunir todos os estabelecimentos que oferecem alimentos certificados, mas a relação ainda não está completa. “O objetivo da lista é prestar um serviço à comunidade, pois nós estamos só aqui no Parque da Água Branca [zona oeste] e sabemos que muitos consumidores querem comprar orgânicos mas não podem se deslocar até aqui”, afirma.

É verdade que grandes redes de supermercados já oferecem produtos orgânicos, mas o preço dos alimentos nesses locais é bem mais alto do que em feiras e até mesmo que na entrega em domicílio. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) no ano passado verificou que a diferença de custo de um mesmo produto pode chegar a 463% dependendo do canal de venda. “Comprar direto do produtor sai mais barato para o consumidor e dá mais lucro para quem produz, pois elimina os custos com intermediários”, diz Stanziani.

Para facilitar a localização de feiras, lojas e serviço de entrega em domicílio de orgânicos em São Paulo, ((o)) Eco reuniu algumas dicas da AAO, separadas por região. Confira a seguir:

 

ZONA OESTE

Feiras

Feira do Produtor Orgânico da AAO

Onde fica: Parque da Água Branca – Av. Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca

Quando acontece: terças, sábados e domingos, das 7h às 12h

O que tem: bebidas, cafés, ervas, temperos, frutas, grãos, hortaliças, laticínios, mel, pães, biscoitos, processados diversos, entre outros.

Mais informações: Fone: (11) 3875-2625/ e-mail: atendimento@aao.org.br

 

Feira Estádio do Pacaembu

Onde fica: Praça Charles Miller – Pacaembu

Quando acontece: Todas as sextas-feiras, pela manhã

O que tem: bebidas, ervas e temperos, frutas, grãos, hortaliças, laticínios, mel, pães, biscoitos e processados diversos

 

Feira Orgânica Parque Previdência

Onde fica: Rua Pedro Peccinini, 88 – Km 12 da Raposo Tavares – Jardim Adhemar de Barros

Quando acontece: aos sábado

O que tem: bebidas, cafés, ervas e temperos, frutas, grãos, hortaliças, laticínios, mel, pães, biscoitos e processados diversos

Mais informações: Tel: (11) 3875-2625

 

Lojas

Viva Verde Comércio de Produtos Naturais e Orgânicos

Onde fica: Rua dos Pinheiros, 448 – Pinheiros

O que tem: açúcar, bebidas, cafés, castanhas, ervas, temperos, fitoterápicos, frutas, grãos, hortaliças, laticínios, mel, óleos, pães, biscoitos, processados diversos e produtos biodegradáveis

Mais informações: www.naturalvivaverde.com.br/  Tel: (11)4301-8663 / e-mail: contato@naturalvivaverde.com.br; juliana.oliveira@naturalvivaverde.com.br

 

Entrega em domicílio

Caminhos da Roça – Produtos Orgânicos

Onde fica: Av. Otacílio Tomanik, 926 – Butantã

O que tem:  açúcar, bebidas, cafés, carnes, frangos, peixes, ervas e temperos, fitoterápicos, frutas, grãos, hortaliças, laticínios, mel, óleos, pães e biscoitos, processados diversos, produtos biodegradáveis e terapêuticos

Mais informações: www.caminhosdaroca.com.br / fone: (11)3733-6727 / e-mail: euquero@caminhosdaroca.com.br

 

Fazendinha Sustentável

Onde fica: Rua Urbano da Silva, 91 – Vila Jaguara

O que tem: frutas e hortaliças

Mais informações: Fone: (11)3621-7672 / e-mail: fazsustentavel@itelefonica.com.br

 

ZONA SUL

Feiras

Feira de Produtos Biodinâmicos

Onde fica: Rua da Fraternidade, 156 – Santo Amaro

Quando acontece: às quintas-feiras, das 9 às 14h30

O que tem: bebidas, ervas e temperos, frutas, grãos, hortaliças, laticínios, mel, pães, biscoitos e processados diversos

Mais informações: Tel: (11)3815-7862

 

Feira Orgânica Ibirapuera

Onde fica: Rua Tutóia (estacionamento da Igreja do Santíssimo Sacramento) – Vila Mariana

Quando acontece: aos domingos

O que tem: bebidas, ervas e temperos, frutas, grãos, hortaliças, laticínios, mel, pães, biscoitos e processados diversos

Mais informações: Tel: (11) 3875-2625 / organica@uol.com.br

 

Feira Orgânica no Mundo Verde

Onde fica: Av. Cotovia, 900 – Moema

Quando acontece: aos sábados, das 9h às 16h

O que tem: bebidas, ervas, temperos, frutas, grãos, hortaliças, laticínios, mel, pães, biscoitos e processados diversos

Mais informações: Tel: (11)3628-4350 / e-mail: gerencia.mv.moema@gmail.com

 

Lojas

Emporium Oriental Iwama

Onde fica: Av. do Cursino, 1788 – Jardim da Saúde

O que tem: açúcar, bebidas, cafés, carnes, frangos, peixes, ervas e temperos, frutas, grãos, hortaliças, insumos agrícolas, laticínios, óleos, pães, biscoitos e processados diversos

Mais informações: www.emporiumoriental.com.br / fone: (11)5073-7745 / e-mail: a.iwama@terra.com.br

 

Espaço Atman Comércio de Produtos Naturais e Orgânicos

Onde fica: Av. Nova Independência, 149 – Brooklin

O que tem: bebidas, cafés, cosméticos, grãos, mel, pães, biscoitos e processados diversos

Mais informações: fone: (11)2308-0364 / espacoatman@espacoatman.com.br

 

F&C Vida Natural

Onde fica: Av. Cotovia, 328 – Moema

O que tem: bebidas, cafés, carnes, frangos, peixes, castanhas, cosméticos, ervas, temperos, frutas, grãos, hortaliças, insumos agrícolas, laticínios, mel, óleos e processados diversos

Mais informações: Tel: (11)3628-4350 / moema@mundoverde.com.br

 

Entrega em domicílio

Chácara de Produtos Orgânicos e Produtos Naturais

Onde fica: Rua Rodrigo Vieira, 412 – Chácara Klabin

O que tem: bebidas, cafés, carnes, frangos, peixes, castanhas, cosméticos, ervas e temperos, frutas, grãos, hortaliças, insumos agrícolas, laticínios, óleos, pães e biscoitos e processados diversos

Mais informações: www.chacaradeorganicos.com.br / fone: (11)5084-9697/ e-mail: loja@chacaradeorganicos.com.br

 

Horta da Vovó – Quitanda Orgânica Delivery

Onde fica: Rua Itamiami, 131 – Vila Mariana

O que tem: bebidas, cafés, ervas, temperos, frutas, grãos, hortaliças, laticínios, mel e processados diversos.

Mais informações: www.hortadavovo.com.br / Fone: (11)7825-4662 / e-mail: contato@hortadavovo.com.br

 

Organic Delivery

Onde fica: Av. Pedroso Alvarenga, 1255, conjunto 55 – Itaim

O que tem: açúcar, bebidas, carnes, frangos e peixes, castanhas, cosméticos, ervas e temperos, frutas, grãos, hortaliças, insumos agrícolas, laticínios, mel, óleos, pães, biscoitos e processados diversos

Mais informações: www.organicdelivery.com.br/ fone: (11) 4169-4457 / e-mail: organic@organicdelivery.com.br

 

Ponto Verde Comércio de Produtos Naturais

Onde fica: Rua do Estilo Barroco, 44 – Chácara Santo Antônio

O que tem: carnes, frangos, peixes, castanhas, cosméticos, ervas e temperos, frutas, grãos, hortaliças, insumos agrícolas, laticínios, óleos e processados diversos

Mais informações: www.lojapontoverde.com.br / fone: (11)51825161  / email: loja@lojapontoverde.com.br

 

ZONA NORTE

 Entrega em domicílio

Hortifruti Orgânico

Onde fica: Rua Adalberto Kurt 359 – Jardim Líbano

O que tem: açúcares, bebidas, cafés, castanhas, ervas, temperos, frutas, grãos, hortaliças, laticínios, mel, óleos, pães, biscoitos e processados diversos

Mais informações: www.hortifrutiorganico.com.br / fone: (11) 3013-3235 e-mail: falecom@hortifrutiorganico.com.br

 

ZONA LESTE

Entrega em domicílio

Vivenda A Vida

Onde fica: Avenida Mercúrio, 166 – Brás

O que tem: bebidas, grãos e processados diversos

Mais informações: Fone: (11)3017-0760 / e-mail: marketing@vivendavida.com.br

 

CENTRO

Feiras

Mercado Central de São Paulo

Onde fica: Rua Cantareira – Centro

Quando acontece: todos os sábados pela manhã

O que tem: bebidas, ervas e temperos, frutas, grãos, hortaliças, laticínios, mel, pães, biscoitos e processados diversos

 

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Aplicativos ajudam franceses a planejar seus deslocamentos

Luana Caires
22.09.2011

São 35 aplicativos para facilitar e incentivar deslocamentos mais verdes, foto: Divulgação

Para o Ministério do Desenvolvimento Sustentável francês, a tecnologia pode ser uma grande aliada na batalha por um transporte mais sustentável. O governo pretende mostrar que é possível mudar o comportamento com a ajuda da internet móvel, criando acesso a aplicativos com dicas valiosas sobre como diminuir as emissões de dióxido de carbono em seu caminho e planejar melhor a sua rota.

Essa iniciativa está afinada com o contexto da democratização do uso e do acesso à rede 3G, a chamada “smartphonização” do país. Segundo uma pesquisa realizada pela Association Française du Multimédia Mobile, 37,2% dos usuários de telefonia móvel da França possuem acesso à internet em seu aparelho e 31,4% deles têm um smartphone. A ideia é aproveitar a utilização crescente da rede móvel para facilitar e incentivar o uso de meios alternativos de transporte.

Encontrar um posto de aluguel de bicicletas na França agora ficou fácil

Por isso, foram criados 35 aplicativos que podem ser usados tanto para descobrir o posto mais próximo de aluguel de bicicletas quanto para organizar caronas ou calcular a forma mais prática de chegar ao seu destino usando vários tipos de transporte disponíveis em sua cidade. E se engana quem acha que só os parisienses poderão desfrutar desses serviços. Alguns deles podem ser usados em qualquer parte do país, e localidades como Lyon, Rennes, Nice, Reims, Bordeaux e outras já contam com informações específicas sobre suas rotas que podem ser acessadas tanto por turistas quanto pelos seus habitantes.

Com o Velodispo, por exemplo, o usuário pode utilizar sua geolocalização para encontrar o ponto de aluguel de bike mais próximo em 14 cidades francesas e outras 3 no exterior – Cardiff, Reading e Estocolmo. Depois de garantir a magrela, basta informar a sua rota que o programa lhe informa qual é a melhor estação para entregar a bicicleta no fim do trajeto e, para os esquecidinhos, o aplicativo também dá um lembrete indicando o momento em que o ciclista deve partir para conseguir devolver a bicicleta antes do seu aluguel vencer. E as vantagens desse aplicativo não param por aí. Quem não gosta de pedalar de baixo de chuva pode consultar as condições climáticas da região antes de fazer a locação.

Eco-citoyens: Para calcular o impacto do seu estilo de vida e receber dicas diárias

Já o Eco-citoyens calcula o impacto dos seus deslocamentos e ainda oferece sugestões e informações sobre como economizar energia, reduzir suas emissões de gases estufa e como consumir de maneira a diminuir sua marca no meio ambiente. A cada dia o usuário recebe uma dica de comportamento para tornar seu cotidiano mais verde e ainda pode se submeter a testes para saber como está o seu desempenho e aprender como melhorar seus hábitos. O programa também permite encontrar os postos de reciclagem mais próximos e acessar informações sobre a qualidade do ar nas principais cidades francesas.

O usuário pode ainda se submeter a testes para saber como está o seu desempenho

Aqueles que precisarem de um automóvel por uma, duas horas ou até mesmo por um fim de semana inteiro podem recorrer ao Buzzcar para efetuar aluguel de um veículo de um proprietário particular. O aplicativo põe o locatário em contato com o dono do carro e permite a realização da reserva. Os envolvidos em uma transação de compartilhamento são notificados instantaneamente. E os que precisam de uma carona não ficam de fora. São vários os programas que disponibilizam a rota dos seus cadastrados, facilitando o contato entre eles e a organização de uma carona.

Quem depende totalmente do transporte público também foi lembrado. O aplicativo da RATP (Reseau Autonome des Transports Parisiens), por exemplo, permite ao cidadão planejar sua rota combinando o metrô, os ônibus e os trens que circulam pela região metropolitana. O usuário pode ainda acompanhar em tempo real o horário de circulação, as informações sobre o tráfego e consultar o mapa da extensa malha metroviária da cidade.

Com o aplicativo da RATP, o usuário pode planejar melhor a sua rota

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Vaga por vagas: trocando um carro por 12 bicicletas

Rio de Janeiro: PARK(ing) Day 2011, debate e festa

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Vaga por vagas: trocando um carro por 12 bicicletas

Raul Bueno
20.09.2011

Vaga ao longo do passeio: 6 x 2,1m. Um carro ou 12 bicicletas. Ilustrações: Raul Bueno

Automóveis nas cidades têm dois grandes problemas: o primeiro é a poluição que causam. Este talvez possa ser sanado por carros 100% elétricos como o Nissan Leaf ou o Tesla. O outro problema pode ser respondido por qual qualquer iniciado em urbanismo: carros ocupam espaço nas ruas e construções.

Inspirado pelo PARK(ing) Day, na última sexta-feira, 16 de setembro, segue uma sugestão para facilitar a vida de quem anda de bicicleta e reduzir um pouco a prevalência do carro no uso do espaço público. Afinal, bicicletas e automóveis competem por vagas. No entanto, no espaço de uma vaga de automóvel — de 6 metros de comprimento por 2,1 metros de largura — cabem 12 magrelas.

No Rio de Janeiro é proibido prender bicicletas ao mobiliário urbano (veja o vídeo no final). Então o que fazer?

Este urbanista (e ciclista) que vos escreve acha que seria revolucionário demais, pelo menos no momento, substituir de cara as preciosas vagas dos motoristas por bicicletários. Então, pensei em um projeto de vaga com uso flexível: pode ser usada por um automóvel ou, como alternativa, por 6 bicicletas e 4 lambretas. Siga as ilustrações para entender o projeto.

Me parece uma boa idéia. Alguma autoridade responsável pelo pelo trânsito se habilita?

 

Apoiado deste modo sobre o passeio, o bicicletário não atrapalha o fluxo de pedestres e não impede a vaga de ser usada por um automóvel, caso não esteja ocupada por bicicletas.

 

Quando não há carro, ½ dúzia de bicicletas e quatro lambretas.

Quando um carro ocupa a vaga, os bicicletários não impedem que as suas portas abram. Nada como convivência pacífica.

Leia também:

Deixe seu carro em casa! Programação nacional para o DMSC 2011

Vídeo: Rio de Janeiro: PARK(ing) Day 2011, debate e festa

 

 Raul Bueno mora no Rio de janeiro e é um ciclista inveterado. Além disso é Arquiteto Urbanista, trabalha na Defournier & Associados e leciona no Bennett e na FAU-UFRJ.

 

Veja aqui o vídeo polícia tentando apreender um bicicleta no RJ, durante um choque de ordem



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Rio de Janeiro: PARK(ing) Day 2011, debate e festa

Adriana Sansão
18.09.2011

O Programa PARK(ing) Day foi criado pelo Rebar, um estúdio de Arte e Design norte americano, e teve a sua primeira edição em 2005 em São Francisco. O objetivo do programa é a ocupação de uma vaga de estacionamento para convertê-la em área de lazer, por algumas horas. Surgiu da necessidade de se pensar sobre a maneira como as ruas são usadas, e sobre a quantidade de área destinada a estacionamentos, que poderiam ser melhor aproveitadas pela população.

O uso da vaga na Praça Tiradentes começou às 14 horas, quando iniciamos a montagem da estrutura de bambu no local. Às 16 horas, com quase tudo pronto, começamos a montar o som e a fazer os demais arremates, transformando a vaga em um mini auditório-discoteca, com direito a luzes e globo espelhado.

O debate iniciou-se às 18h30, tendo como convidados o Secretário Municipal de Transportes Alexandre Sansão, o consultor do ITDP Roberto Adler, e o Subsecretário Municipal de Patrimônio, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design Washington Fajardo.

O formato do debate foi de uma entrevista, onde a organização fez perguntas aos convidados tendo como tema a relação Carros X Espaço público. Posteriormente, as perguntas foram abertas à plateia. Temas como a redução do uso dos automóveis particulares, transporte cicloviário e transformação de áreas de estacionamento em áreas de lazer deram o tom do debate.

Às 20h30 começou a festa dentro da vaga, com o DJ Quito e convidados, que tocaram os vinis do Wilson, melhor vendedor de discos do centro e que faz ponto diante do imóvel do Studio X – Rio, apoiador do evento. A festa se estendeu até meia noite, atraindo os pedestres que atravessavam a praça.

Além de abrir a reflexão sobre a quantidade excessiva de estacionamentos na cidade, a Intervenção temporária objetivou ativar o espaço urbano, imaginar novas paisagens e presentear a cidade com um evento que rompesse a linha contínua do cotidiano, fazendo do espaço público um lugar mais amável para a população.

 

Leia também: Deixe seu carro em casa! Programação nacional para o DMSC 2011

 

*Adriana Sansão é arquiteta e urbanista, professora da PUC-Rio. Ela foi uma das organizadoras do PARK(ing) Day 2011 no RJ. É autora dos blogs Notas Temporais e 100 países, dedicado aos relatos de viagens.



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Bangkok corre risco de afundar

Guardian Environment Network
16.09.2011

Mais de 1 milhão de edifícios estarão ameaçados pelo aumento do nível do mar, foto: Mr.Wood

Entre os desafios prementes enfrentados pelo novo governo da Tailândia, eleito em julho, está o fato de que a cidade está, aos poucos, afundando. As previsões mais pessimistas sugerem que partes da capital tailandesa poderão estar debaixo da água até 2030, mas, apesar disso, especialistas apontam a falta de uma política clara para evitar o desastre iminente.

Vários fatores – como as mudanças climáticas, o aumento do nível do mar, a erosão costeira e o deslocamento do solo argiloso­ – ameaçam a  cidade sobre o delta do rio Chao Phraya, fundada em 1782 pelo primeiro monarca da dinastia Chakri, família ainda no poder. A população aumentou consideravelmente, com cerca de 10 milhões de pessoas atualmente vivendo na cidade e nos subúrbios. Até mesmo o peso dos arranha-céus, cujo número não para de crescer com a conurbação, contribui para a imersão gradual de Bangkok. Parte da metrópole está, hoje, abaixo do nível do mar e o chão está afundando de 1,5 a 5 centímetros por ano.

De médio a longo prazo, mais de 1 milhão de edifícios estarão ameaçados pelo aumento do nível do mar, dos quais 90% são residenciais. De acordo com o Instituto Asiático de Tecnologia, os pisos térreos desses prédios poderão sofrer 10 centímetros de inundação em algumas épocas do ano. No porto de Samunt Prakan, cerca de 15 quilômetros a jusante da capital, os moradores de casas isoladas ao longo do rio já passam vários meses do ano com água no nível dos seus tornozelos.

Um estudo publicado em dezembro pelo Banco Mundial em parceria com o Asian Development Bank e com a International Co-operation Agency, do Japão, destacou a ameaça que as mudanças climáticas representariam para três megacidades: Bangkok, Ho Chi Minh e Manila. De acordo com Jan Bojo, especialista do Banco Mundial, a exploração ilegal de água subterrânea é uma das causas dos infortúnios da cidade. Nem todos endossam o seu ponto de vista, mas outros estudiosos concordam que essa situação deve piorar ainda mais nos próximos anos. Smith Dharmasaroja, chefe do National Disaster Centre, prevê que até 2100 Bankok terá se transformado na nova Atlantis.  E as previsões de Dharmasaroja são levadas a sério: nos anos 90 ele anteviu o tsunami que devastou países em torno do oceano Índico em 2004.

Dharmasaroja afirma que “nenhuma decisão foi tomada” pelo governo para “reverter o problema”. E ainda completa que, se nada for feito, Bangkok pode estar debaixo d’água até 2030. Uma das soluções sugeridas por ele é construir uma série de represas ao longo da costa do Golfo da Tailândia, um projeto que custaria mais de 2 bilhões de dólares. Ele diz que o trabalho deveria começar imediatamente, caso contrário, será tarde demais para impedir a cadeia de eventos que podem levar a um desastre.

Anond Snidvongs, oceanografista e especialista nos impactos das mudanças climáticas no sudeste da Ásia, adota uma linha mais cautelosa. “Ninguém pode prever quanto tempo levará para que Bangkok seja inundada e como esse processo de desenrolará”, afirma. Ele não vê sentido em construir grandes represas. “O aumento do nível do mar não é tão grande e as mudanças climáticas desempenham um papel relativamente pequeno – cerca de um quinto do cenário atual”, acrescenta. “É inútil”, ressalta, “tentar proteger o litoral, que está sendo erodido de três a quatro centímetros por ano. Mas há muitas maneiras de combater a inundação, como implantar uma melhor gestão dos terrenos para construção na cidade”.

Niramon Kulsrisombat, urbanista e professor de planejamento urbano e regional na Chulalongkorn University, confirma que “enchentes sempre ocorreram, já que Bangkok foi construída sobre um terreno encharcado 1,5 metro abaixo do nível do mar”. Uma rede de khlongs (canais), campos e loteamentos costumava absorver as enchentes, mas, com a urbanização recente, muitos edifícios tomaram o seu lugar e agora a água fica presa.“Os esforços do governo têm sido direcionados ao levantamento de barreiras de 2,8 metros ao longo de vários trechos do Chao Phraya”, explica Kulsrisombat, “mas isso causou ainda mais estrago à aparência tradicional de uma localidade em que a população morava em palafitas”.

Snidvongs acredita que o fator-chave para salvar a cidade é coordenar medidas. “É absolutamente necessário alcançar um consenso para que esse um milhão de pessoas, ou mais, que será diretamente afetado pela inundação a médio e longo prazo possa chegar a um acordo em relação aos princípios que sustentam todas as soluções”, afirma.

Resumindo, os cientistas que gastam seu tempo examinando Bangkok devem aprimorar seus diagnósticos para se preparar melhor para o resgate da capital tailandesa.

 

* ((o))eco publica esse artigo como membro da Guardian Environment Network. Ele saiu inicialmente no Guardian, em 13/9/2011.

 

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Hertz lança aluguel de bicicletas elétricas em Londres

Luana Caires
14.09.2011

A diária de cada magrela motorizada sai por 20 pounds, foto: Ultramotor

Quem visitar a capital inglesa agora terá uma opção mais sustentável para se locomover pela cidade. A Hertz, conhecida pelo aluguel de automóveis, começou a oferecer também bicicletas elétricas para os seus clientes. A empresa já conta com 12 e-bikes da Ultra-motor disponíveis tanto para turistas quanto para residentes. A iniciativa deve agradar ao prefeito Boris Johnson, que, além de ser ciclista de carteirinha, pretende transformar Londres na capital europeia de veículos elétricos.

Impulsionada pela popularidade crescente das bicicletas elétricas e pelo aumento do número de ciclistas, a Hertz percebeu o potencial de oferecer aos cidadãos um meio de transporte mais verde que, ao mesmo tempo, facilitasse o seu deslocamento pelas inúmeras ruas de mão única da cidade. A diária de cada magrela motorizada sai por 20 pounds (mais ou menos 54 reais) e inclui um breve treinamento, uma trava e uma cópia do AA Leisure Guide de Londres – uma espécie de guia de lazer – e, quem quiser, pode optar por um capacete de proteção.

A Husqvarna Concept E-go da BMW, foto: Divulgação

Mas não é só a Hertz que anda apostando no transporte elétrico. A BMW anunciou o lançamento de uma motocicleta elétrica, a Husqvarna Concept E-go. A máquina pesa só 80 Kg – existem modelos elétricos que têm 135 Kg – e sua bateria é responsável por um terço do seu peso.

E a tecnologia elétrica já deixou de ser exclusividade de aviões, motos, bicicletas e automóveis. Em agosto, um protótipo de helicóptero totalmente elétrico levantou seu primeiro voo, roubando o recorde de tempo no ar do modelo X2, produzido pela gigante da aviação, Sikorsky,  e já aposentado. Mesmo assim, o helicóptero voou por apenas 2 minutos e 10 segundos. A autonomia é tão curta porque a hélice e os mecanismos estabilizadores de um helicóptero são vorazes consumidores de energia.

Em seu primeiro voo, o protótipo já bateu um recorde, foto: Gizmag

 

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Via: Inhabitat



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10 cidades sustentáveis do mundo

Luana Caires
08.09.2011

Reykjavik é 100% abastecida por energia renovável, foto: Benjamin Dumas

Se transformar em uma cidade sustentável está longe de ser uma tarefa fácil, mas também não é impossível. ((o)) Eco selecionou 10 localidades que podem até não serem ecologicamente perfeitas, mas são exemplos de que é possível diminuir o impacto ambiental de um centro em urbano optando por um planejamento que inclua o verde em sua paisagem e preze por formas mais sustentáveis de organização. Confira a seguir o que foi ou tem sido feito para tornar essas urbes mais “verdes”.

1. Reykjavik, Islândia 

Há mais de 50 anos a Islândia tem se empenhado em diminuir sua dependência de combustíveis fósseis aproveitando seu potencial natural para a geração de eletricidade. Não é de se estranhar que sua capital seja 100% abastecida por energia limpa e de baixo custo. Parte dos veículos da cidade já são movidos a hidrogênio, tendência que deve aumentar ainda mais. O país está investindo pesado nessa tecnologia e pretende se tornar  uma “economia do hidrogênio” nas próximas décadas. No mês passado, foi posto em prática um experimento perto das usinas geotérmicas de  Reykjavik  para testar a viabilidade de se estocar carbono criando emendas de calcário no subsolo. Se tudo ocorrer como esperado, o dióxido de carbono ficará permanentemente aprisionado no solo, o que deve permitir que usinas geotérmicas se livrem dos dióxidos de carbono que elas trazem das profundezas e se tornem efetivamente neutras.

2.Malmö, Suécia

Pioneira na utilização de energia renovável, Malmö também é apontada como a primeira cidade de Troca Justa da Suécia. Ali, o governo tem incentivado o consumo de mercadorias locais produzidas eticamente, promovendo a conscientização dos seus habitantes sobre a importância de se estabelecer um mercado justo e sustentável. A cidade recicla mais de 70% do lixo coletado e os resíduos orgânicos são reaproveitados para a fabricação de biocombustíveis que, juntamente com a energia hidrelétrica, solar e eólica, alimenta o Western Harbor, uma comunidade 100% dependente de energia limpa. Além disso, Malmö possui mais de 400 quilômetros de ciclovias em seu território ­– cinco quilômetro s a mais Copenhague, na Dinamarca–, sendo a cidade sueca com maior número de vias para ciclistas. No ano passado, o uso das bicicletas aumentou 11% e 40% dos deslocamentos relacionados ao trabalho foram feitos utilizando a magrela.

3.Vancouver, Canadá

Líder do ranking das cidades mais habitáveis do mundo por quase dez anos, Vancouver é a cidade da América do Norte com a menor pegada de carbono. Mais de 200 parques esverdeam a sua área urbana e pelo menos 90% da sua energia já provém de fontes renováveis. Em 2005, o governo colocou em prática uma estratégia para que todos os edifícios construídos na cidade oferecessem uma melhor performance ambiental. Desde então, disponibiliza para a população todas as informações necessárias sobre como diminuir o impacto de suas residências e oferece incentivos para que seus habitantes façam uso de energia solar. Até 2020, a cidade pretende neutralizar toda a emissão de gases estufa proveniente dos seus edifícios, que hoje são responsáveis por 55% das emissões de Vancouver.

Por quase 10 anos, Vancouver liderou o ranking das cidades mais habitáveis do mundo, foto:R.Fun

4.Copenhague, Dinamarca

Quando o assunto é ecocidade, Copenhague é um dos principais nomes que devem vir à sua cabeça. No ano passado, ela ficou entre as cidades Mais Habitáveis do mundo, de acordo com a classificação da revista Monocle, e faturou o título de Melhor Cidade para Ciclistas. Cerca de 40% de sua população pedala diariamente para se deslocar pela área urbana e foi lá que surgiu pela primeira vez o empréstimo público de bicicletas. Desde 1990, a cidade conseguiu reduzir suas emissões de carbono em 25% e até 2015 o governo pretende transformá-la na ecometrópole número um do mundo. Além do investimento em fontes limpas de energia – lá foi inaugurada, em 2001, um dos maiores parques eólicos marítimos do mundo –, Copenhague é elogiada pelos esforços desenvolvidos na última década para manter as águas de seu porto limpas, local tão seguro que hoje pode até receber banhistas.

5.Portland, Estados Unidos

Ela tem inspirado outros centros americanos a incluir espaços verdes em seu planejamento urbano. Para conservar os áreas vegetativas em sua volta, foi estabelecido um limite para o avanço da urbanização da cidade, que conta com 92 mil acres de  área verde  e mais de 300 quilômetros de ciclovias. Portland foi a primeira cidade dos Estados Unidos a aprovar um plano para reduzir as emissões de dióxido de carbono e tem promovido sistematicamente a construção de prédios verdes. Além disso, cerca de 40% de sua população utiliza ou a bicicleta ou o transporte coletivo para ir ao trabalho e, desde de outubro, o governo recolhe os resíduos orgânicos, que são enviados para centros de compostagem. Hoje, metade da energia utilizada pela cidade é obtida a partir de fontes limpas, como a luz solar e o aproveitamento de resíduos para a produção de biocombustível.

6.Bahia de Caráquez, Equador

A Bahia de Ceráquez é um verdadeiro paraíso para os ecoturistas. Nos anos 90, o local foi devastado ao ser atingido por um terremoto. Então, o governo e  algumas ONGs decidiram reconstruí-la como uma cidade sustentável. Eles desenvolveram programas para conservar a biodiversidade local e controlar a erosão, implantaram esquemas de incentivo à agricultura orgânica e de reutilização  dos resíduos privados e dos mercados públicos na compostagem. É de lá a primeira fazenda orgânica certificada de camarões.

7. São Francisco, Estados Unidos

Ela foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolinhas plásticas e brinquedos infantis fabricados com produtos químicos questionáveis. São Francisco é também uma das cidades líderes na construção de prédios verdes e já possui mais 100 deles. Quase metade dos seus habitantes utiliza o transporte publico ou a bicicleta para se locomover todos os dias e mais de 17% da população faz bom proveito dos parques e das áreas verdes da cidade. Em 2001, os eleitores aprovaram um incentivo de 100 milhões de dólares para o financiamento da instalação de painéis solares e turbinas eólicas e de reformas para tornar as instalações públicas da cidade mais energeticamente eficientes.

São Francisco foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolas plásticas, foto: Billy Gast

8. Sidney, Austrália

A Austrália foi o primeiro país a banir as lâmpadas incandescentes, substituindo-as por modelos mais energeticamente eficientes. Em Sidney, as emissões de gases estufa diminuíram 18% apenas com a reforma de suas instalações públicas. Além disso, lá foi colocado em prática um projeto de uma rede regional de bicicletas que deve unir 164 bairros. Com essas medidas, o uso da magrela triplicou nas áreas em a rede foi instalada. Também foi em Sidney que surgiu a Hora do Planeta, em que toda a cidade desligou as luzes por 1 hora para chamar atenção para o problema do aquecimento global.

9. Freiburg, Alemanha

Desde que foi reconstruída após a Segunda Guerra Mundial, Freiburg vem experimentando o modo de vida sustentável. É lá que se encontra a famosa Vauban, uma vila de 5 mil habitantes criada para servir de distrito modelo de sustentabilidade. Todas as casas são construídas de maneira a provocar o menor impacto possível no meio ambiente, mas ela é conhecida mesmo por ser uma comunidade livre de automóveis e que incentiva modos mais ecológicos de deslocamento. Em Freiburg também existe uma vila totalmente abastecida por energia solar.

10. Curitiba, Brasil

Ela não é chamada de cidade modelo à toa. Seu eficiente transporte público é utilizado por 70% da população e, se consideradas somente as metrópoles verdes, ou seja, centros urbanos de grande porte, Curitiba só perde para Copenhague no índice de menor emissão de dióxido de carbono per capita e para Vancouver no quesito produção de energia renovável. A cidade possui ainda um bom programa de conservação da biodiversidade e de reflorestamento de espécies nativas e tem uma área verde de 51 metros quadrados por habitante.

 

Post editado em 05/10/2011: nos comentários, nossos leitores criticaram a falta de um método objetivo para a escolha dessa seleção de cidades sob o título “As 10 cidades mais sustentáveis do mundo”. Achamos que o texto foi bem pesquisado e está bem feito, mas concordamos com o argumento. Por isso, consideramos que o post não é mais um ranking, uma lista de posições, mas uma seleção de cidades que se destacam. Curitiba, representando a América Latina, certamente merece estar na lista, como mostram vários links de textos nacionais e internacionais sobre o tema. Eduardo Pegurier, editor de Cidades.



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América Latina, como vamos?

Luana Caires
01.09.2011

De acordo com estimativas da ONU, em 2050, 70% da população mundial viverá nas cidades– o equivalente a 6 bilhões de pessoas. Hoje, com apenas 3,2 bilhões delas morando em áreas urbanas a situação já é complicada, principalmente nos países em desenvolvimento. Com o objetivo de lutar por uma cidade mais democrática e sustentável, movimentos voltados para o tema surgiram na América Latina e estão arregaçando as mangas para mostrar que a mobilização e a articulação da sociedade podem transformar a gestão das cidades da região, assegurando que as políticas públicas sejam transparentes e contribuam para melhorar a qualidade de vida de forma sustentável.

Foi esse o tom do II Encontro da Rede Latino-americana por Cidade Justas, Democráticas e Sustentáveis, realizado de 29 a 31 de agosto em Salvador. Independentes e apartidários, a maioria dos movimentos da rede trabalha com indicadores concretos de qualidade de vida, que permitam acompanhar as desigualdades urbanas e aferir melhorias, especialmente no acesso a bens e serviços públicos.

Esses indicadores são agrupados por temas e cada um deles tem seus dados monitorados e divulgados por cada organização. Essa nova forma de mobilização sobre a gestão das cidades já conta com  36 movimentos em vários países latino-americanos .

Por aqui, esse tipo de iniciativa já começou a dar frutos. Graças à Rede Nossa São Paulo, com o apoio da Rede Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, tramita no Congresso Nacional brasileiro uma Proposta de Emenda à Constituição para que a “lei de metas” seja adotada para todos os governos e municípios do país. Ela obriga os prefeitos a apresentarem à sociedade civil e ao Poder Legislativo um Programa de Metas e Prioridades de sua gestão, até 90 dias após a posse, discriminando as ações estratégicas, indicadores de desempenho e metas quantitativas e qualitativas para cada um dos setores da Administração Pública.

Já o Rio Como Vamos vem acompanhando obras e ações públicas destinadas a preparar a capital carioca para receber a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Além disso, o movimento participa do Conselho do Legado, criado pela prefeitura, e do projeto Jogos Limpos, do Instituto Ethos, com o objetivo de promover maior transparência sobre os recursos investidos nesses eventos.

Confira abaixo as organizações brasileiras que participam da Rede Latino-americana por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis no Brasil. Para conferir a lista completa da América Latina, clique aqui.



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