Greenvana lança portal de construção sustentável

Flávia Moraes
07.10.2011

Essa é Skystream 3.7, uma turbina eólica que custa entre R$30 e 50 mil, mas economiza de 30 a 80% da conta de energia. Foto: divulgação

Incentivar e facilitar o consumo sustentável nas áreas de construção, reforma e eficiência hídrica e energética é a mais nova proposta do Greenvana. Com o lançamento do novo portal, o Greenforma, a empresa passou a intermediar a compra online de produtos sustentáveis oferecidos por mais de 100 fornecedores. Os produtos e serviços se caracterizam por reduzirem o consumo de energia e atenderem a uma demanda crescente da legislação por empreendimentos mais limpos.

O portal é um canal de distribuição que facilita a vida dos fornecedores, especialmente os pequenos, e oferece linhas de produtos que cobrem todas as grandes áreas da construção, como pisos, pintura, iluminação e material elétrico e hidráulico. Também oferece projetos e equipamentos sob medida: por exemplo, placas fotovoltaicas, aquecimento solar para água, telhado verde e coleta e reaproveitamento de água da chuva.

Marcos Wettreich, presidente do Greenvana, explica que o Greenforma vai além da oferta de produtos, “é uma solução ampla na questão da sustentabilidade, oferecendo para a sociedade brasileira as melhores opções de baixo impacto ambiental e o contato com profissionais que integram a rede de engenharia, arquitetura e interiores sustentáveis”. O cliente poderá esclarecer dúvidas técnicas diretamente com arquitetos e engenheiros.

A construção civil é um dos maiores responsáveis pelo desmatamento e emissão de gases causadores do efeito estufa, lembra Viviane Cunha, diretora técnica da empreitada. Com o portal, o consumidor que deseja ou precisa desses produtos tem agora um endereço próprio para procurá-los.

Abaixo, vídeo de instalação em uma casa, no Canadá, de uma turbina eólica Skystream como a da foto. Enquanto venta, ela substitui energia do grid, economizando entre 30 e 50% da conta de luz. Não é barata. Custa no Brasil entre R$30 e 50 mil. Mas a empresa tem turbinas eólicas para serviços mais leves, como bombeamento de água, que começam a partir de R$5 mil. Veja mais produtos no próprio Greenforma.

 

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10 cidades sustentáveis do mundo

Luana Caires
08.09.2011

Reykjavik é 100% abastecida por energia renovável, foto: Benjamin Dumas

Se transformar em uma cidade sustentável está longe de ser uma tarefa fácil, mas também não é impossível. ((o)) Eco selecionou 10 localidades que podem até não serem ecologicamente perfeitas, mas são exemplos de que é possível diminuir o impacto ambiental de um centro em urbano optando por um planejamento que inclua o verde em sua paisagem e preze por formas mais sustentáveis de organização. Confira a seguir o que foi ou tem sido feito para tornar essas urbes mais “verdes”.

1. Reykjavik, Islândia 

Há mais de 50 anos a Islândia tem se empenhado em diminuir sua dependência de combustíveis fósseis aproveitando seu potencial natural para a geração de eletricidade. Não é de se estranhar que sua capital seja 100% abastecida por energia limpa e de baixo custo. Parte dos veículos da cidade já são movidos a hidrogênio, tendência que deve aumentar ainda mais. O país está investindo pesado nessa tecnologia e pretende se tornar  uma “economia do hidrogênio” nas próximas décadas. No mês passado, foi posto em prática um experimento perto das usinas geotérmicas de  Reykjavik  para testar a viabilidade de se estocar carbono criando emendas de calcário no subsolo. Se tudo ocorrer como esperado, o dióxido de carbono ficará permanentemente aprisionado no solo, o que deve permitir que usinas geotérmicas se livrem dos dióxidos de carbono que elas trazem das profundezas e se tornem efetivamente neutras.

2.Malmö, Suécia

Pioneira na utilização de energia renovável, Malmö também é apontada como a primeira cidade de Troca Justa da Suécia. Ali, o governo tem incentivado o consumo de mercadorias locais produzidas eticamente, promovendo a conscientização dos seus habitantes sobre a importância de se estabelecer um mercado justo e sustentável. A cidade recicla mais de 70% do lixo coletado e os resíduos orgânicos são reaproveitados para a fabricação de biocombustíveis que, juntamente com a energia hidrelétrica, solar e eólica, alimenta o Western Harbor, uma comunidade 100% dependente de energia limpa. Além disso, Malmö possui mais de 400 quilômetros de ciclovias em seu território ­– cinco quilômetro s a mais Copenhague, na Dinamarca–, sendo a cidade sueca com maior número de vias para ciclistas. No ano passado, o uso das bicicletas aumentou 11% e 40% dos deslocamentos relacionados ao trabalho foram feitos utilizando a magrela.

3.Vancouver, Canadá

Líder do ranking das cidades mais habitáveis do mundo por quase dez anos, Vancouver é a cidade da América do Norte com a menor pegada de carbono. Mais de 200 parques esverdeam a sua área urbana e pelo menos 90% da sua energia já provém de fontes renováveis. Em 2005, o governo colocou em prática uma estratégia para que todos os edifícios construídos na cidade oferecessem uma melhor performance ambiental. Desde então, disponibiliza para a população todas as informações necessárias sobre como diminuir o impacto de suas residências e oferece incentivos para que seus habitantes façam uso de energia solar. Até 2020, a cidade pretende neutralizar toda a emissão de gases estufa proveniente dos seus edifícios, que hoje são responsáveis por 55% das emissões de Vancouver.

Por quase 10 anos, Vancouver liderou o ranking das cidades mais habitáveis do mundo, foto:R.Fun

4.Copenhague, Dinamarca

Quando o assunto é ecocidade, Copenhague é um dos principais nomes que devem vir à sua cabeça. No ano passado, ela ficou entre as cidades Mais Habitáveis do mundo, de acordo com a classificação da revista Monocle, e faturou o título de Melhor Cidade para Ciclistas. Cerca de 40% de sua população pedala diariamente para se deslocar pela área urbana e foi lá que surgiu pela primeira vez o empréstimo público de bicicletas. Desde 1990, a cidade conseguiu reduzir suas emissões de carbono em 25% e até 2015 o governo pretende transformá-la na ecometrópole número um do mundo. Além do investimento em fontes limpas de energia – lá foi inaugurada, em 2001, um dos maiores parques eólicos marítimos do mundo –, Copenhague é elogiada pelos esforços desenvolvidos na última década para manter as águas de seu porto limpas, local tão seguro que hoje pode até receber banhistas.

5.Portland, Estados Unidos

Ela tem inspirado outros centros americanos a incluir espaços verdes em seu planejamento urbano. Para conservar os áreas vegetativas em sua volta, foi estabelecido um limite para o avanço da urbanização da cidade, que conta com 92 mil acres de  área verde  e mais de 300 quilômetros de ciclovias. Portland foi a primeira cidade dos Estados Unidos a aprovar um plano para reduzir as emissões de dióxido de carbono e tem promovido sistematicamente a construção de prédios verdes. Além disso, cerca de 40% de sua população utiliza ou a bicicleta ou o transporte coletivo para ir ao trabalho e, desde de outubro, o governo recolhe os resíduos orgânicos, que são enviados para centros de compostagem. Hoje, metade da energia utilizada pela cidade é obtida a partir de fontes limpas, como a luz solar e o aproveitamento de resíduos para a produção de biocombustível.

6.Bahia de Caráquez, Equador

A Bahia de Ceráquez é um verdadeiro paraíso para os ecoturistas. Nos anos 90, o local foi devastado ao ser atingido por um terremoto. Então, o governo e  algumas ONGs decidiram reconstruí-la como uma cidade sustentável. Eles desenvolveram programas para conservar a biodiversidade local e controlar a erosão, implantaram esquemas de incentivo à agricultura orgânica e de reutilização  dos resíduos privados e dos mercados públicos na compostagem. É de lá a primeira fazenda orgânica certificada de camarões.

7. São Francisco, Estados Unidos

Ela foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolinhas plásticas e brinquedos infantis fabricados com produtos químicos questionáveis. São Francisco é também uma das cidades líderes na construção de prédios verdes e já possui mais 100 deles. Quase metade dos seus habitantes utiliza o transporte publico ou a bicicleta para se locomover todos os dias e mais de 17% da população faz bom proveito dos parques e das áreas verdes da cidade. Em 2001, os eleitores aprovaram um incentivo de 100 milhões de dólares para o financiamento da instalação de painéis solares e turbinas eólicas e de reformas para tornar as instalações públicas da cidade mais energeticamente eficientes.

São Francisco foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolas plásticas, foto: Billy Gast

8. Sidney, Austrália

A Austrália foi o primeiro país a banir as lâmpadas incandescentes, substituindo-as por modelos mais energeticamente eficientes. Em Sidney, as emissões de gases estufa diminuíram 18% apenas com a reforma de suas instalações públicas. Além disso, lá foi colocado em prática um projeto de uma rede regional de bicicletas que deve unir 164 bairros. Com essas medidas, o uso da magrela triplicou nas áreas em a rede foi instalada. Também foi em Sidney que surgiu a Hora do Planeta, em que toda a cidade desligou as luzes por 1 hora para chamar atenção para o problema do aquecimento global.

9. Freiburg, Alemanha

Desde que foi reconstruída após a Segunda Guerra Mundial, Freiburg vem experimentando o modo de vida sustentável. É lá que se encontra a famosa Vauban, uma vila de 5 mil habitantes criada para servir de distrito modelo de sustentabilidade. Todas as casas são construídas de maneira a provocar o menor impacto possível no meio ambiente, mas ela é conhecida mesmo por ser uma comunidade livre de automóveis e que incentiva modos mais ecológicos de deslocamento. Em Freiburg também existe uma vila totalmente abastecida por energia solar.

10. Curitiba, Brasil

Ela não é chamada de cidade modelo à toa. Seu eficiente transporte público é utilizado por 70% da população e, se consideradas somente as metrópoles verdes, ou seja, centros urbanos de grande porte, Curitiba só perde para Copenhague no índice de menor emissão de dióxido de carbono per capita e para Vancouver no quesito produção de energia renovável. A cidade possui ainda um bom programa de conservação da biodiversidade e de reflorestamento de espécies nativas e tem uma área verde de 51 metros quadrados por habitante.

 

Post editado em 05/10/2011: nos comentários, nossos leitores criticaram a falta de um método objetivo para a escolha dessa seleção de cidades sob o título “As 10 cidades mais sustentáveis do mundo”. Achamos que o texto foi bem pesquisado e está bem feito, mas concordamos com o argumento. Por isso, consideramos que o post não é mais um ranking, uma lista de posições, mas uma seleção de cidades que se destacam. Curitiba, representando a América Latina, certamente merece estar na lista, como mostram vários links de textos nacionais e internacionais sobre o tema. Eduardo Pegurier, editor de Cidades.



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Piscina pública flutuante filtra água dos rios

Luana Caires
27.07.2011

A embarcação tem 70 m x 16 m e 4 m de profundidade, foto: 2 pm Architecture

Um grupo de arquitetos franceses criou  um projeto no mínimo inovador: uma barca que funciona piscina pública flutuante com vestiários e sanitários feitos a partir de containeres reciclados. Mas esse não é o maior diferencial do projeto. Além de reaproveitar materiais em sua construção, toda a água utilizada para encher seus reservatórios vem dos rios sobre os quais navega.

A embarcação tem um casco de  70 metros de comprimento, 16 metros de largura e 4 metros de profundidade. Nele foi incorporada uma estrutura de aço coberta por madeira que suporta duas piscinas – uma de 25 metros de comprimento, 11 metros de largura e 2,5 de profundidade e outra de 10 metros de comprimento, 11 metros de largura e 1,40 metro de profundidade.

 

Os containeres removíveis podem ser utilizados como vestiários e sanitários, foto: 2 pm Architecture

Em sua superfície há espaço suficiente para 8 contêineres, cada um com seu propósito,  que pode ser sala de recepção, vestiários, sanitários, guarda-volumes ou, por exemplo, enfermaria. Enquanto a barca navega, os contêineres permanecem sobre o deck, mas, uma vez que a barca é ancorada, podem ser movidos por um guindaste para terra firme.

Graças ao seu sistema de filtros, que funciona enquanto a barca de locomove, a água dessas piscinas é limpa e dispensa do uso de produtos químicos normalmente usados nas piscinas públicas. Outra vantagem é a de proporcionar um experiência pra lá de agradável. Imagine só dar um mergulho ou relaxar na piscina tendo um cenário como o da foto abaixo à sua volta. Só falta o projeto sair do papel.

 

Piscina ancorada à beira do rio Garonne, na França, foto: 2 pm Architecture

Via: Inhabitat

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Linha de trem-bala ganha túnel recoberto por células solares

Guardian Environment Network
14.06.2011

O túnel solar de 3,2 Km na linha entre Paris e Amsterdã, foto: divulgação

Por Damian Carrington

Um túnel de 3.200 metros na Bélgica, construído para proteger trens da queda de árvores vizinhas, desde a semana passada, passou a produzir um benefício ambiental duplo, pois também permitiu a instalação de um projeto de energia solar.

A linha de trem-bala que vai de Paris à Amsterdã passa, ao longo do caminho, por Antuérpia e ladeia uma velha floresta. Para evitar a necessidade de cortar árvores próximas à ferrovia, um longo túnel foi construído para proteger o trecho que, em seguida, foi recoberto por 16 mil painéis solares. A energia elétrica que eles produzem é equivalente a um dia de consumo de todos os trens da Bélgica, e ainda ajudará o suprimento da estação de Antuérpia.

“Na operação de trens, essa é a maneira perfeita de reduzir a pegada de carbono, porque ela usa espaços que não tem qualquer valor econômico. E os projetos podem ser realizados em até um ano já que não motiva protestos como acontece quando se trata de parques eólicos”, diz Bart Van Renterghem, diretor do braço inglês da Enfinity, empresa belga de geração de energia renovável, responsável pela instalação dos painéis (veja abaixo o vídeo sobre o novo túnel).


 
“Em Londres, fechamos dois projetos com empresas ferroviárias e de fornecimento de água, mas eles estão parados por enquanto”, conta Van Renterghem.

A razão da interrupção foi a controversa decisão do governo inglês de reavaliar os subsídios para grandes projetos de energia solar, o que reduziu os seus retornos financeiros.

O governo inglês considera a energia solar cara demais, entretanto, Van Renterghem afirmou que ele assistiu aos custos caírem pela metade nos últimos 2 ou 3 anos, graças a economias de escala proporcionadas pela Alemanha, França e Bélgica.

A nova estação Blackfriars em Londres, que cruza o rio Tâmisa, terá a maior coleção de painéis solares da Grã-Bretanha quando for inaugurada, na primavera de 2012.

A cobertura da nova estação contará com 4.400 painéis que gerarão 1 Megawatt, o suficiente para prover 50% do seu próprio consumo. Porém, esse projeto não depende do nível de subsídios governamentais para energia solar. Seu custo de 7,3 milhões de libras (cerca de R$19 milhões) foi pago integralmente pelo fundo de meio ambiente do Departamento de Transporte.

 

Este artigo faz parte do Guardian Environment Network.



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No Fashion Rio, bons exemplos da incipiente moda verde

Fabíola Ortiz
10.06.2011

Sola de sapato biodegradável da Amazonas que se decompõe em 5 anos, foto: Fabíola Ortiz

No último Fashion Rio, entre 169 grifes, apenas duas abraçaram o conceito de moda verde que inclui linhas de produtos recicláveis, reutilizados e até biodegradáveis.

Uma delas é a grife mineira Raiz da Terra Green Co. que, desde 2003, aposta na produção de roupas e calçados com ênfase em reduzir o impacto ambiental. “A moda verde é a uma marca economicamente viável, socialmente responsável e ecologicamente correta”, explica a O ECO Cassius Pereira, diretor da marca, ao destacar que a preocupação ambiental perpassa por todo o processo produtivo.

Na hora de escolher os fornecedores, a empresa é criteriosa. Só usa tecidos 100% naturais, entre orgânicos ou reciclados. O tecido orgânico é aquele cuja matéria-prima foi cultivada sem agrotóxicos ou inseticidas, como, por exemplo, algodão, linho, cânhamo e bambu. Também são usados algodão reciclado ou poliéster de PET, tanto na linha de calçados como para shorts e saias. O couro é vegetal, feito de látex fornecido do interior de São Paulo ou de cooperativas extrativistas na floresta amazônica.

As práticas administrativas e de manufatura fazem parte da mudança, o que implica o uso de papel reciclado, redução do consumo de água, luzes de Led, reutilização de resíduos de tintura e uso ou revenda de retalhos de tecidos para cooperativas que confeccionam tapetes.

Um dos maiores vilões do processo de confecção é a etapa do tingimento, pois feito em larga escala consome grande quantidade de água potável e gera efluentes poluidores. O desafio da Raiz da Terra Green era racionar o uso de água e evitar o seu descarte sem tratamento. A saída foi investir numa tintura feita com matéria-prima natural a partir de cores extraídas de elementos minerais, raízes e folhas. Não funciona para tudo: “Existem ainda certas cores que não conseguimos obter com pigmentação natural, em geral as mais escuras, o preto principalmente, mas também o marrom e o grafite”, conta Pereira. Outra medida foi “reutilizar indefinidamente” a tinta, isto é, fazer um ciclo fechado de tingimento, reciclando a água e os pigmentos utilizados.

Quase todos os produtos são biodegradáveis, a não ser o poliéster de PET que é uma fibra sintética usada na produção de solas de sapato.

Tecido piquet em poliester reciclado de garrafas PET da Raiz da Terra Green, foto: divulgação

Falta preço e fornecedor

Na avaliação da pesquisadora e professora de design sustentável do SENAI, Vânia Polly, “A moda verde já foi uma tendência, agora é uma emergência. O desafio para o mundo da moda é combinar a sustentabilidade. A moda trabalha com descarte, com o ciclo de vida do produto e, por isso, tem que trabalhar o reuso e o reciclável”. O maior entrave ainda é encontrar fornecedores dos produtos certos, por exemplo, corantes biodegradáveis e tecidos orgânicos. Igualmente não ajuda o preço das peças verdes ser mais alto do que as convencionais.

Para os pés, moda biodegradável

A segunda marca a apresentar produtos sustentáveis no Fashion Rio foi a Amazonas, do interior de São Paulo, que trabalha com chinelos de borracha recicláveis. As rebarbas que sobram da fabricação e os calçados gastos são reciclados e viram piso de borracha ou xaxim ecológico.

A sola biodegradável no sapato é outra aposta pioneira da Amazonas. Ela se decompõe em 5 anos, enquanto uma sola comum leva 500 anos para se degradar. “O solado e a cola são biodegradáveis, à base de água”, explica Leandro Araújo, representante de marketing da empresa. O preço final do calçado fica cerca de 20% mais caro usando esses materiais e, segundo Leandro, o maior obstáculo é o receio do consumidor de que o produto se desmanche. Segundo ele, isso é descabido: “Fazemos testes em laboratório e o sapato cumpre as exigências habituais e tem a mesma duração de um calçado comum”.

Sandálias de borracha reciclável da Amazonas, foto: Fabíola Ortiz

 

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As cisternas do semiárido nordestino

Celso Calheiros
01.04.2011

À direita, a cisterna semienterrada para evitar a evaporação, foto: Celso Calheiros

Em um país banhado por extenso litoral e costurado por rios, a falta de água ganha um significado dramático no semiárido nordestino. A média pluviométrica na região é de 750 mm anuais, menos da metade da média de Recife, com 1.800 mm. O período de chuvas se concentra nos primeiros meses do ano e, com frequência, não soma 20 dias. Para prover o consumo no resto do ano, surgiu uma ideia engenhosa e barata: a cisterna abastecida pela água da chuva. Durante a fase de abundância, ela pode acumular até 16 mil litros, quantidade suficiente para atender a uma família de cinco pessoas durante a época da estiagem. Cisternas instaladas principalmente em residências já beneficiam 1,6 milhão de pessoas e começam a ser difundidas nas escolas e postos de saúde.

O equipamento é simples e funcional. A instalação dispensa tubulação que não seja a doméstica. O reservatório propriamente dito fica parcialmente enterrado. Com isso, recebe menos sol e é resfriado pela terra ao seu redor, reduzindo a perda de água por evaporação. Para evitar a sujeira que se acumula no telhado, na base do cano que recebe a água da canaleta há uma garrafa PET fechada. Ela funciona como uma boia e bloqueia a primeira água. Em seguida, libera a passagem e apenas água limpa é armazenada.

Detalhe da canaleta que recebe a água da chuva e leva até o cano, foto: Celso Calheiros

As cisternas são construídas pela própria comunidade, com tecnologia repassada por uma rede de instituições assistenciais que atuam no semiárido. Fora o trabalho, o custo do material é de R$1,2 mil. Como até agora o projeto é um sucesso, planeja-se uma outra etapa: estimular os camponeses a construírem uma segunda cisterna destinada à criação de peixes e a matar a sede dos animais.

Outra ideia que se desdobrou do êxito inicial é usar variações dessas cisternas em áreas densamente habitadas, como São Paulo. Nesse caso, seu maior potencial seria evitar inundações.

Visão completa do sistema de captação, foto: Celso Calheiros

Abaixo, casa de família de agricultores em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeu pernambucano. A região é um exemplo agradável do semiárido, pois a paisagem é mais verde do que a que se encontra no sertão profundo.

Casa em Afogados da Ingazeira, Pernambuco - foto: Celso Calheiros

 



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Feira londrina mostra crescimento da construção sustentável

Gustavo Faleiros
21.03.2011

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A Ecobuild é a maior feira de construção sustentável realizada em Londres todos anos . Em sua terceira edição, ocorrida entre os dias 01 e 03 de março, ela atingiu o seu recorde em quantidade de empresas participantes: 1300 expositores. Cerca de 50 mil pessoas passaram no centro de convenções localizado nas docas da capital britânica. Construir ou reformar uma casa de acordo com os preceitos da arquitetura verde tornou-se o sonho de consumo de muita gente. Segundo os organizadores, neste ano, a novidade foi a criação de novas seções voltadas à decoração e ao interior de ambientes. Ou seja, a construção sustentável, inicialmente mais ligada à estrutura dos prédios, está sendo absorvida também pela indústria do design.

A reportagem do ((o))ecocidades teve a oportunidade de visitar a Ecobuild e registrou alguns dos produtos mais interessantes.

 

Painel fotovoltaico da Invetux, foto: Gustavo Faleiros

Painel Fotovoltaíco Invetux — Companhia alemã promete o máximo de produtividade na geração de energia com seus paineis feitos com uma fina camada de células fotovoltaícas. De acordo com as informações disponibilizadas, a placa pode ser utilizada em qualquer orientação e consegue captar energia de um amplo espectro de luz.

 

Equipamento de controle e medição de energia solar Hyundai, foto: Gustavo Faleiros

Controlador e medidor de energia solar Hyundai — Empresa coreana, cuja origem é a mesma da fabricante de carros, está envolvida com alguns dos maiores projetos de geração fotovoltaíca do planeta. Mas também produz módulos unitários que podem ser utilizados em uma residência com necessidade média de 3KW.

 

Painéis solares ultra finos da SkyShades, foto: Gustavo Faleiros

Filme com células fotovoltaícas SkyShades – Essa fina cobertura de celulas fotovoltaicas foi desenhada para ser agregada em lonas e coberturas de peso leve, que normalmente não aguentariam painéis solares convencionais. Segundo o diretor de Marketing, Mark Quigley, a empresa está olhando para oportunidades em estádios de futebol, granjas e barracões.

 

Led com luz mais quente da PhotonStar, foto: Gustavo Faleiros

PhotonStar LED — Empresa britânica está de olho no mercado de decoração e design de interiores. Na foto um modelo de LED, lâmpada mais eficiente que as tradicionais, com variação na gama de cores da luz. O fundador Neil Fuller promete o fim da luz branca e fria das LEDs.

 

Vedete do show, a turbina eólica de Philip Stark, foto: Gustavo Faleiros

TURBINA REVOLUTIONAIR — Este modelo de turbina é um dos produtos-vedete do mercado de energia renováveis. Foi desenhado por Philip Starck, um dos designs mais conceituados da atualidade. Sua principal diferença é que ela pode ser usada em projetos de pequena escala, como casas e escolas . É bem mais leve que as turbinas convencionais e pode ser instalada no teto de pequenos edíficios. Ela é produzida pela empresa PRAMAC, de origem italiana.

 

Coletor de água congelada nas calhas de inverno, foto: Gustavo Faleiros

ISOVER CONFORT HOUSE –Uma das atrações mais disputadas da Ecobuilt foram as chamadas passive houses, ou casas passivas na tradução literal. Elas são moradias projetadas para diminuir o gasto com energia simplesmente sendo mais quentes no inverno e mais frescas no verão. Na foto, um coletor de água congelada nas calhas de inverno

 

Isolamento térmico em um modelo de passive house, foto: Gustavo Faleiros

Na Ecobuild, era possível visitar uma casa sustentável do tipo passiva. No detalhe se vê o solamento térmico entre a parede estrutural e a fachada.

 



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Fugindo do calor e da conta de ar-condicionado

Raul Bueno
09.02.2011

As boas e velhas brises e persianas. Esse prédio goza das duas, foto: Raul Bueno

Estamos em pleno verão. Até abril, sol de rachar e muito calor. Quem mora em residência voltada ao leste, sofre pela manhã. Aqueles virados para oeste, só conseguem voltar para casa à noite. Soa familiar? É, segundo os especialistas em conforto térmico, os europeus constroem pensando no inverno e nós deveríamos o fazer pensando no verão. Infelizmente, a regra não é essa. Economizamos na obra para, depois, sofrer na habitação com um isolamento térmico de terceira. Felizmente, existem formas de minorar o problema.

O arquiteto João Figueiras Lima, o Lelé, idealizador dos Hospitais da rede Sarah Kubitschek, famoso entre outras coisas por sua arquitetura climática no Nordeste do Brasil, precisou recorrer ao ar-condicionado em um projeto de hospital no Rio de Janeiro. Entretanto, o prédio gasta uma fração da energia comumente necessária para a função, devido ao bom isolamento térmico e sistemas de ventilação. Quer dizer, quando não dá para dispensar o aparelho, é possível reduzir sua necessidade.

Muitos dos antigos apartamentos construídos em cidades quentes, como o Rio de Janeiro e até Campinas (SP), vinham com um acessório em suas janelas, a persiana externa, também conhecida como persiana Copacabana. Ela foi muito usada em quartos e suítes entre os anos 50 e 70.  Como fica do lado de fora da janela, mantém o calor por lá refletindo suas causas, a luz e os raios infravermelhos. Outro recurso é o brise soléil, um quebra-sol que impede a entrada direta da luminosidade.

Por que então, nas últimas décadas, as construtoras pararam de instalar persianas externas e brises? Bem, elas encarecem a obra. Depois da casa habitada, quem paga a energia elétrica é o comprador e este, costumeiramente, é mais sensível e informado sobre as economias do presente do que aquelas produzidas ao longo dos anos.

Quanto uma persiana pode economizar? Fazendo cálculos básicos, um quarto de 12m² com um janelão de 4,5m² sem proteção precisa de um condicionador de ar de 13.400 Btus. Se tiver persiana, esse valor cai para 11.400 Btus. Trata-se de uma redução de 2.000 Btus ou 15% do total. Nada desprezível, pois economiza 585 Watts/hora ou cerca de 70 reais por mês para cada cômodo desse tamanho, considerando um uso de 8 horas diárias do aparelho.

A persiana mantém o calor do lado de fora, ao contrário da proteção interna à janela, croqui: Raul Bueno

Parabéns a quem mora em um apartamento antigo e é o orgulhoso proprietário de um sistema de persianas Copacabana. Você já economiza energia. Mas e quem não tem essa sorte e mora em um prédio sem o recurso?

Uma janela de vidro fechada por causa do ar-condicionado não impede a entrada dos raios infravermelhos, mas atrapalha a sua saída. Cortinas blecaute de plástico e insulfilm até escurecem o ambiente, mas também absorvem, armazenam e transmitem calor para dentro do apartamento. Faça uma experiência: após duas horas, encoste numa cortina blecaute que recebeu a mesma quantidade de sol que uma cortina branca e constate que a última estará mais fria.

Para os arrojados e que pensam a longo prazo, a solução é fazer uma reforma que instale brises ou persianas. Não é barato, mas, com base na economia de eletricidade, o custo da obra deve se pagar em cerca de 5 anos. Porém, é bem possível que a alteração esbarre na convenção do condomínio e que o projeto, para sair, precise ser aprovado e seguido pelos vizinhos.

Se a reforma não for possível, uma maneira simples e funcional de atacar o problema é usar uma cortina de pano branco ou mesmo uma placa de isopor, essa última fixada no vidro com fita dupla-face. Ambas refletirão a luz para fora.  Se o local não ficou escuro o suficiente para um cineminha em plena tarde, coloque um blecaute por trás da cortina branca. Ok, agora você só consegue ver a vista quando abre a janela. Mas não se pode ter tudo nesta vida, certo? A não ser que a gente pense um pouco mais antes de construir e comprar casas e apartamentos.

 

*Raul Bueno mora no Rio de janeiro e é um ciclista inveterado.  Além disso é Arquiteto Urbanista, trabalha na Defournier & Associados e leciona no Bennett e na FAU-UFRJ.


O arquiteto João Figueiras Lima, o Lelé, idealizador dos Hospitais da rede Sarah Kubitschek, famoso entre outras coisas por sua arquitetura climática no Nordeste do Brasil, precisou recorrer ao ar-condicionado em um projeto de hospital no Rio de Janeiro. Entretanto, o prédio gasta uma fração da energia comumente necessária para a função, devido ao bom isolamento térmico e sistemas de ventilação. Quer dizer, quando não dá para dispensar o aparelho, é possível reduzir sua necessidade. 

 

 

Muitos dos antigos apartamentos construídos em cidades quentes, como o Rio de Janeiro e até Campinas (SP), vinham com um acessório em suas janelas, a persiana externa, também conhecida como persiana Copacabana. Ela foi muito usada em quartos e suítes entre os anos 50 e 70.  Como fica do lado de fora da janela, mantém o calor por lá refletindo suas causas, a luz e os raios infravermelhos. Outro recurso é o brise soléil, um quebra-sol que impede a entrada direta da luminosidade. 

 

 

Por que então, nas últimas décadas, as construtoras pararam de instalar persianas externas e brises? Bem, elas encarecem a obra. Depois da casa habitada, quem paga a energia elétrica é o comprador e este, costumeiramente, é mais sensível e informado sobre as economias do presente do que aquelas produzidas ao longo dos anos. 

 

 

Quanto uma persiana pode economizar? Fazendo cálculos básicos, um quarto de 12m² com um janelão de 4,5m² sem proteção precisa de um condicionador de ar de 13.400 Btus. Se tiver persiana, esse valor cai para 11.400 BTUs. Trata-se de uma redução de 2.000 Btus ou 15% do total. Nada desprezível, pois economiza 585 Watts/hora ou cerca de 70 reais por mês para cada cômodo desse tamanho, considerando um uso de 8 horas diárias do aparelho. 

 

 

Parabéns a quem mora em um apartamento antigo e é o orgulhoso proprietário de um sistema de persianas Copacabana. Você já economiza energia. Mas e quem não tem essa sorte e mora em um prédio sem o recurso?  

 

 

Uma janela de vidro fechada por causa do ar-condicionado não impede a entrada dos raios infravermelhos, mas atrapalha a sua saída. Cortinas blecaute de plástico e insulfilm até escurecem o ambiente, mas também absorvem, armazenam e transmitem calor para dentro do apartamento. Faça uma experiência: após duas horas, encoste numa cortina blecaute que recebeu a mesma quantidade de sol que uma cortina branca e constate que a última estará mais fria. 

 

 

Para os arrojados e que pensam a longo prazo, a solução é fazer uma reforma que instale brises ou persianas. Não é barato, mas, com base na economia de eletricidade, o custo da obra deve se pagar em cerca de 5 anos. Porém, é bem possível que a alteração esbarre na convenção do condomínio e que o projeto, para sair, precise ser aprovado e seguido pelos vizinhos. 

 

 

Se a reforma não for possível, uma maneira simples e funcional de atacar o problema é usar uma cortina de pano branco ou mesmo uma placa de isopor, essa última fixada no vidro com fita dupla-face. Ambas refletirão a luz para fora.  Se o local não ficou escuro o suficiente para um cineminha em plena tarde, coloque um blecaute por trás da cortina branca. Ok, agora você só consegue ver a vista quando abre a janela. Mas não se pode ter tudo nesta vida, certo? A não ser que a gente pense um pouco mais antes de construir e comprar casas e apartamentos.



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Avião que não decola… vira albergue em Estocolmo

Luana Caires
01.02.2011

Aeronave construída em 1976 foi adaptada para dar origem ao Jumbo Hostel, foto: Jumbo Hostel

Os turistas que passarem por Estocolmo terão a oportunidade de optar por uma estadia no mínimo peculiar: um Boeing 747 que, depois de passar por um bela reforma, foi transformado em um albergue agradável e bem equipado.  Localizado no aeroporto Stockholm-Arlanda, o Jumbo Hostel possui 27 quartos, de mais ou menos 6 metros quadrados, com duas camas cada. É um ótimo exemplo de revitalização de um equipamento que, de outra forma, viraria sucata.

O albergue possui 27 quartos com duas camas cada, foto: Jumbo Hostel

O homem por traz dessa ideia é Oscar Diös, administrador do ramo hoteleiro. Enquanto planejava a expansão dos seus negócios, ele ouviu falar a respeito de um velho avião que estava à venda – uma aeronave construída em 1976, que já havia passado por companhias aéreas como a Singapore Airlines, a Pan Am e a  sueca Transjet, que foi à falência em 2002. Como sempre quis abrir um albergue próximo ao aeroporto, Diös não pensou duas vezes: comprou o avião e um ano depois, em 2007, obteve permissão das autoridades para que, uma vez pronto, o Jumbo Hostel pudesse ocupar um espaço próximo à entrada do aeroporto. Os preços são módicos para um hotel, mas não exatamente baratos. Ficam na faixa de 50 a 90 dólares por pessoa para os quartos comunitários ou sem banheiro.

O café do Jumbo Hostel, foto: Jumbo Hostel

Durante a reforma, 450 assentos foram retirados da aeronave e o seu interior foi quase totalmente renovado, recebendo pintura e decoração novas. O albergue foi construído como se fosse uma casa qualquer, seguindo todas as exigências de controle do clima e de isolamento térmico. Algumas partes originais do avião  foram mantidas,  o bar e os assentos da primeira classe continuam lá, assim como as máscaras de oxigênio.

A pousada e o um dos quartos da cabine do Boeing 727, foto: Inhabitat

Mas essa não é a primeira vez em que uma aeronave é reaproveitada no ramo hoteleiro. Na Costa Rica, uma pousada adaptou um Boeing 727 de 1956 à sua estrutura transformando o seu interior em uma suíte com dois quartos, banheiro, sala de jantar e um terraço com vista para o oceano.  Na Holanda, um avião alemão dos tempos da Guerra Fria também se transformou em uma luxuosa suíte localizada próximo ao Teuge Airport.  Equipado com jacuzzi, sauna, três televisões, ar condicionado e blu-ray player,  esse projeto é mais pretensioso e exagerado, mas ganha pontos por reaproveitar uma estrutura já existente.

A luxuosa suíte holandesa, foto: Inhabitat

 

Veja também: Retrofit: recuperando espaços esquecidos

 

Via: Inhabitat

 



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Coréia do Sul lança programa de incentivo a compras verdes

Luana Caires
21.01.2011

Cartão que troca compras verdes por descontos, foto: Inhabitat

E se você ganhasse pontos no cartão de crédito cada vez que optasse por um produto ou serviço sustentável? Na Coréia do Sul isso já é possível. O país asiático começou a oferecer “créditos verdes” para os consumidores que adotam um estilo de vida de menor impacto ambiental. Os pontos acumulados podem ser trocados por dinheiro  ou revertidos em desconto no valor das contas de água e luz.

Participar desse programa é muito simples. Basta ter em mãos um cartão de crédito com os “chips verdes” emitidos pelo Ministério do Ambiente. A partir de então, o consumidor já começa a acumular pontos. Na lista de produtos com certificação ecológica que participam do projeto encontram-se eletrodomésticos, eletrônicos, móveis, alimentos e produtos de limpeza. Quem utilizar pagar o transporte público com esse cartão também ganha pontos, assim como quem descartar corretamente pilhas e baterias usadas e levar plásticos para locais de reciclagem credenciados. A iniciativa faz parte de um programa do governo que pretende reduzir em  30% as emissões de gases estufa no país até 2020.

Em Seul, capital do país, também está sendo lançando um cartão de milhagem ecológica. Com ele, o consumidor acumula milhas conforme sua economia de eletricidade e água e tem seus pontos revertidos em descontos na compra de carros híbridos e eletrônicos certificados – projeto que conta com a parceria em grandes empresas como a Hyundai Motors e a Samsung Eletronics.

Mas não é só na Coréia do Sul que se pode encontrar cartões de crédito com uma “pegada” verde. O HSBC de Hong Kong, na China,  lançou um plano em que cada vez que o consumidor utiliza o seu Green Credit Card, uma pequena porcentagem do valor gasto é destinada a projetos ambientais. Ao adquirir esse tipo de cartão, o cliente do banco recebe descontos na compra de produtos e serviços sustentáveis e  contribui para a redução do consumo de papel da empresa, já que só recebe faturas eletrônicas. O Bank of America também possui práticas parecidas. O cliente pode escolher cartões que rendem doações a instituições como Defenders of Wildlife, Sierra Club, Nature Conservancy, Brigther Planet, entre outras.

 

Via: Inhabitat



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